Forte estiagem promove ação de salvamento de diversos peixes na barragem de Ernestina

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Em meio a uma pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19), diversos desafios são enfrentados, como os causados pela estiagem, que afeta muitos municípios do Rio Grande do Sul. A grande seca atingiu fortemente a barragem de Ernestina, localizada a 35 km de Passo Fundo, e, com isso, muitos peixes estão à beira da morte. Pensando em contribuir salvando a vida de diversas espécies de peixes, um grupo formado por profissionais técnicos, pescadores esportivos e voluntários, se mobilizou no domingo, 26 de abril.

A ação, que contou com o apoio do 3º Batalhão Ambiental de Passo Fundo, é apenas o início de uma missão que busca, futuramente, repovoar a barragem com novas espécies de peixes nativos. Os peixes capturados foram transportados em caixas com oxigênio e levados a tanques separados. Alguns servirão de matrizes para realizar a reprodução de alevinos, que serão destinados para repovoamento da barragem, tão castigada pela estiagem. 

Para agravar ainda mais a situação, a fiscalização tem apreendido diversas redes de pesca ilegal predatória no local. “A Brigada Militar, através do 3º Batalhão Ambiental, vem realizando diversas fiscalizações na área alagada da Usina Hidrelétrica. Nesse final de semana foram apreendidos 1150 metros de rede e diversos materiais de pesca ilegal, como também apreendidos mais de 30 kg das mais variáveis espécies”, explica o 1º Sargento Maverson Almeida. Duas lanchas e duas motos aquáticas estão sendo utilizadas para facilitar a fiscalização.

A bióloga e diretora do Núcleo Ambiental da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócio (Acisa), Manoela Cielo, diz que é fundamental mobilizar a sociedade em prol do meio ambiente e da sustentabilidade. “Precisamos de ações que proíbam a pesca predatória e que incentivem a preservação da ictiofauna, da flora e da qualidade da água, mostrando a importância dessa barragem, que é considerada a barragem mãe do Rio Jacuí”, pontua, ao destacar que, antigamente, trabalhos como repovoamento e monitoramento dos peixes da barragem eram realizados pelo seu falecido pai, o Zootecnista Gilberto Cielo.

De acordo com o pescador esportivo, William Fhynbeen, há uma preocupação com a diminuição da quantidade e qualidade dos peixes. “Todo pescador esportivo preza pelo bem estar do peixe de maneira sustentável e ajuda a preservar a natureza. Temos um papel muito importante, tanto na preservação quanto na fiscalização de nossa fauna aquática. Pesque e solte sempre”, pede o pescador.

 O projeto de repovoamento, liderado pela bióloga Manoela Cielo e pelo pescador esportivo William Fhynbeen, conta, inicialmente, com o apoio da  Acquaviva Piscicultura, do 3º Batalhão Ambiental e da Promotoria de Justiça de Passo Fundo.

  

Fotos: Divulgação

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