Honrar a mãe

Postado por: Dom Rodolfo Luís Weber

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“Não faz bem a ninguém perder a consciência de ser filho. Em cada pessoa, “mesmo quando se torna adulta ou idosa, quando passa também a ser progenitora ou desempenha funções de responsabilidade, por baixo de tudo isso permanece a identidade de filho. Todos somos filhos. E isto recorda-nos sempre que a vida não no-la demos sozinhos, mas recebemo-la. O grande dom da vida é o primeiro presente que recebemos”. Estas são palavras do Papa Francisco, escritas na exortação apostólica “Sobre o Amor na Família”, nº 188.

Ele continua: “Por isso, o quarto mandamento pede aos filhos “que honrem os pais” (Êxodo 20,12). Esse mandamento vem logo após aqueles que dizem respeito ao próprio Deus. Com efeito, contém algo de sagrado, algo de divino, algo que está na raiz de todos os outros tipos de respeito entre os homens. (...) O vínculo virtuoso entre gerações é a garantia de futuro e de uma história verdadeiramente humana. Uma sociedade de filhos que não honram os pais é uma sociedade sem honra” (nº 189).

Na condição de todos sermos filhos, lembra-nos que de tudo o que há de essencial em nossa vida nos foi dado sem a nossa colaboração. O fato de existirem pessoas que me inseriram na vida, que me fizeram experimentar o amor, que me deram a fé e me abriram o olhar para Deus – tudo isso foi recebido gratuitamente. Tudo isto é graça. Não conseguiríamos ter feito nada se antes não o tivéssemos recebido. Neste ponto de vista, a celebração do dia das mães depende que quase totalmente dos filhos. É dia de honrar os pais, em particular, neste domingo a mãe.

A celebração dos Dia das Mães, deste ano, devido a pandemia, para muitas mães e filhos terá um sabor próprio. A mudança do ritmo de vida imposta pela pandemia proporcionou, em muitos lares, uma convivência mais longa e próxima, mais tempo para o diálogo. Possibilitou o simples e profundo “estar juntos”. Dias de descobertas de qualidades mútuas ou mesmo da descoberta fragilidades, vazios e carências. Também é verdade, que a pandemia, em outras situações, distanciou outras mães e filhos gerando as angústias próprias do distanciamento e em outros casos a vivência da dor e outros de luto.

A sabedoria bíblica de “honrar os pais”, certamente não está ultrapassada. Mesmo que a palavra honra não seja mais não frequente no ambiente familiar, merece ser resgatada no seu sentido sagrado de estimar, respeitar, acatar e venerar as mães. O heroísmo delas é da doação incansável e permanente. As ações rotineiras, que parecem serem desprezíveis, são na verdade as ações essenciais do cuidado e da educação dos filhos.

Que todas as mães sejam abençoadas por Deus.

 

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