Eduardo Pazuello: ministro interino da Saúde defende ação conjunta de governo federal, estados e municípios para enfrentar a pandemia

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O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou, em assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS), que a pandemia do novo coronavírus é um desafio para o mundo todo. E que, como o Brasil tem "dimensões continentais e importantes diferenças regionais", deve haver diálogo entre os três níveis de governo (federal, estadual e municipal).

Nas últimas semanas, no entanto, houve divergências entre Jair Bolsonaro e governadores sobre os estabelecimentos que deveriam retomar as atividades.

De acordo com o ministro interino, cabe ao Ministério da Saúde fazer ajustes nos protocolos de combate à Covid-19, segundo a gravidade de cada região. "O foco maior deve ser no Norte e no Nordeste", disse Pazuello.

A assembleia da OMS, realizada anualmente, ocorre pela primeira vez de forma virtual. Os representantes de cada um dos 194 membros têm até dois minutos para se pronunciar.

Em seu discurso, Pazuello reiterou o comprometimento do Brasil com iniciativas globais e disse que "não quer deixar ninguém para trás". Segundo ele, o país está comprometido em facilitar o acesso ao diagnóstico e a possíveis tratamentos e vacinas contra a Covid-19.

Todos os recursos necessários para minimizar os efeitos da pandemia serão oferecidos, afirmou.

"Há duas macroestruturas", disse o ministro interino: o comitê de crise organizado pelo presidente Jair Bolsonaro, que deve coordenar ações interministeriais; e o próprio ministério da Saúde, responsável por pensar em estratégias para lidar com a crise.


QUEM É EDUARDO PAZUELLO

O general-de-divisão Eduardo Pazuello é o mais novo militar a chegar ao primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). O militar, que vinha atuando como secretário-executivo do Ministério da Saúde, assumiu interinamente a pasta depois da saída do médico oncologista Nelson Teich.

Assim como Jair Bolsonaro, Pazuello se graduou na Academia Militar das Agulhas Negras, a Aman, em Resende (RJ), como Oficial de Intendência — no Exército, é o militar especializado em tarefas administrativas ou logísticas.   O general chegou a Brasília no dia 20 de abril, com a missão de coordenar a transição entre as gestões de Luiz Henrique Mandetta (DEM), que pedira demissão dias antes, e Nelson Teich.

Pazuello é o nono ministro de origem militar no governo Bolsonaro — pessoas com origem na caserna já ocupam agora quase metade dos 22 postos do primeiro escalão do governo.


Fonte: G1

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