Aos poucos as máscaras vão caindo!

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Tem um ditado que diz que “o tempo é o pai da verdade”. Algumas divergências políticas, sociais, clínicas e até científicas, só são resolvidas com o passar do tempo. Em casos de “verdades absolutas” e intransigências em determinadas posições, só o tempo para que realmente possamos revelar o melhor caminho a ser seguido, ou a verdade sobre aquela polêmica situação. Mesmo com todo o avanço da ciência mundial, vivemos dias de incertezas, dúvidas e “achismos” sobre um tema de vital importância para todos nós, como é o caso do COVID-19.

O vírus que literalmente apavorou o mundo com sua capacidade de virulência e de letalidade, aqui no Brasil, extrapolando as questões de saúde pública, ganhou também colorações político partidárias. De um lado ficaram os apoiadores do atual governo: defendendo o uso de um medicamento (Cloroquina), que dividiu opiniões de médicos e cientistas, defendendo o isolamento vertical (isolando idosos e grupos de risco), evitando o Lockdown (isolamento total), evitando o blecaute do sistema financeiro e suas conseqüências drásticas, como: desemprego, a falta de alimentos, o acometimento de doenças psicológicas, cardíacas e outras relacionadas ao isolamento; o aumento da violência, em seus múltiplos aspectos (crimes contra a vida, incluindo violência doméstica e contra o patrimônio, como saques, furtos...). Do outro lado, ficaram os opositores do governo, onde se alinharam alguns governadores, prefeitos e a grande mídia de um modo geral, além da militância de esquerda, o povo da “resistência”, que ergueram a bandeira da campanha “Fique em Casa”, diga não a Cloroquina e cobre do governo subsídios para que você possa ficar literalmente em casa sem trabalhar, se “protegendo” do vírus. O povo da oposição, ganhou voz na mídia, lacrando suas convicções em horários nobres, onde apenas uma versão e posicionamento são expostos aos telespectadores, ouvintes e leitores. Para eles não existia outra verdade, doa a quem doer.

A tese que a oposição tenta vender, de modo intensivo e desesperador, coloca em conflito questões que na verdade são convergentes, como por exemplo: saúde pública e vida humana X economia e emprego. A mídia tenta “difamar” o presidente da república, vendendo a imagem de um homem frio, descompromissado com a vida e a saúde dos brasileiros. Um presidente que é contra a ciência e as evidências científicas, que não “obedece” as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que não respeita a lei e a Constituição, que não respeita e não “dialoga” com o Congresso Nacional. Um presidente que quer “matar” os brasileiros dando um remédio sem comprovação científica (Hidróxicloroquina) e que não quer que a população se proteja do vírus ficando em casa, usando máscara... A massificação de uma mentira, de uma frase ou tese, dita a todo momento, diuturnamente em nossos ouvidos, através de rádios, jornais e televisões (com raras exceções), tende a virarem verdades, que só o tempo e os fatos são capazes de revelarem a verdade. Começamos pela soberana OMS, que já começou errando em dizer que o vírus não era transmissível de humanos para humanos, além de recomendarem que não houvesse nenhum “boicote” ou restrição a movimentação dos chineses, onde se iniciou a pandemia. Depois de muito recomendar o isolamento total como a grande saída para a proteção, agora voltou atrás e já não recomenda isso, pois as mortes em conseqüência da fome e da falta de alimentos superariam as mortes por contágio. Até a transmissibilidade por objetos, eles já não afirmam. O uso da máscara foi uma novela, onde várias recomendações foram mudadas todos os dias. O medicamento, que Bolsonaro recomendou lá no início da pandemia (Hidroxicloroquina), orientado por vários cientistas e médicos e que foi rechaçado pela oposição, agora encontra respaldo científico e prático, onde o próprio Ministério da Saúde adotou o uso do medicamento como protocolo para todo o Brasil. Muitos governadores e prefeitos, que estavam intransigentes quanto ao modelo de isolamento, ignorando as orientações do Governo Federal para um isolamento vertical, não tão drástico, agora estão revendo suas posições.

Aos poucos às máscaras e as teses estão caindo e se revelando muitas delas, como grandes mentiras, hipóteses que não se confirmaram. Antigos heróis nacionais se pronunciam hoje, saudando o vírus como um grande aliado para revelar equívocos políticos? Uma vergonha e desrespeito com o povo brasileiro, que está perdendo vidas com a pandemia. O medicamento que foi até exigido na justiça por alguns pacientes, que imploraram pelo uso e pela vida, agora são protocolos, mas mesmo assim, partidos políticos, tentam interferir na justiça, em um direito constitucional de todos nós, que nos dá o direito de escolher tomar ou não um medicamento, que, diga-se de passagem, comprovadamente funciona. As conseqüências do isolamento horizontal foram drásticas e ainda estão nos acometendo: empresas falidas, pessoas desempregadas e adoecidas em casa. Vamos dar a volta por cima. Os brasileiros são resilientes, não se entregam assim no mais. Não vamos aceitar mentiras como verdades. Não vamos aceitar o cerceamento de nossa liberdade de ir e vir. Não vamos aceitar sermos tratados como criminosos por tentarmos trabalhar, freqüentarmos uma praça ou praia.

 “Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo! Nós brasileiros, em especial os gaúchos, somos um povo guerreiro, astuto e destemido, que não se entrega na primeira dificuldade. Avante Brasil! Avante povo brasileiro e gaúcho! Vamos vencer esta guerra”.

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