A divulgação do vídeo da reunião ministerial

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Na última sexta-feira (22), foi divulgado por ordem judicial do ministro Celso de Mello (STF), o vídeo da reunião ministerial, onde segundo denúncias do ex-ministro da justiça, Sr. Sérgio Moro, estaria a prova cabal e irrefutável, da tentativa de interferência do Presidente da República na Polícia Federal. A expectativa do ex-ministro, da oposição política ao governo e até do próprio ministro Celso de Mello, era de uma verdadeira “bomba” contra Bolsonaro, capaz de derrubar o presidente.

O vídeo veio a público praticamente na íntegra, com quase duas horas de gravação, onde foram editados apenas pequenos trechos que falavam de assuntos relacionados outros países. A reunião tratava-se de uma reunião de trabalho do governo, onde o principal assunto abordado foi relacionado aos acontecimentos da pandemia a nível nacional e as diretrizes que o Executivo deveria seguir. O argumento do ministro para a publicidade de uma reunião presidencial de governo, com todo o seu ministério, foi o de que o conteúdo da reunião era indispensável para a elucidação dos fatos denunciados, porém, o pequeno trecho que abordava o assunto de interesse no processo, deixou subentendido e com muitas dúvidas. O presidente falou na substituição dos dirigentes da segurança no rio de janeiro, não falando em Polícia Federal, ficando a dúvida, se ele falava da PF ou da segurança pessoal e de sua família. No restante da gravação, nada interessava ao referido processo, porém, todo o conteúdo foi divulgado. Ficou claro que o objetivo do ministro do STF, Sr. Celso de Mello, era expor o presidente e seus ministros, a um julgamento e condenação pública, por expressões “chulas”, grosseiras e ofensivas a alguns governadores e prefeitos, aos quais, o presidente adjetivava de: “merdas, bóstas, filhos da p..., ditadores...” Para o julgamento de valores morais do ministro e da oposição, as expressões do Presidente e de alguns ministros, foram inadmissíveis, passíveis de repúdio e até mesmo de um processo de impeachment. Mas o julgamento do povo foi diferente, pois tirando os xingamentos e palavrões, o que se viu foi um presidente irritado sim com a postura dos governadores e prefeitos, mas preocupado com os anseios do povo brasileiro. Um presidente preocupado com a garantia da liberdade, da democracia, com o direito a legítima defesa, com a garantia de emprego e renda, com a cura da pandemia, e, acima de tudo, com a dignidade da pessoa humana.

O Presidente da República cobrou postura e pró-atividade dos ministros. Disse que eles não podem assistir calados e inertes, abusos contra pessoas de bem, trabalhadores, mães de família sendo algemadas em praças públicas, famílias sendo presas e jogadas dentro de camburões da polícia, por estarem caminhando na praia, empresários sendo presos por tentarem trabalhar, abrirem seus comércios. O presidente também disse: “Como é fácil implantar uma ditadura no Brasil. Qualquer bosta de governador e prefeito faz um decreto e tranca o povo em casa? Por isso que eu quero o povo armado! O povo armado, jamais será escravizado!” O ministro Weintraub da educação, também pronunciou palavras fortes na reunião: “Eu vim aqui para lutar por liberdade, mas Brasília é muito pior do que eu pensava, é um cancro de corrupção e de privilégios, onde os políticos perderam a empatia com o povo. Por mim botava todos estes vagabundos na cadeia, a começar pelo STF”. A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse que o seu ministério está subindo o tom com governadores e prefeitos. Que muitos governadores e prefeitos, estão prendendo pessoas e autorizando a polícia a entrarem nas residências das pessoas sem mandado. Estes governadores e prefeitos irão responder judicialmente, podendo estes serem presos, por abuso de autoridade e poder, disse ela. Na fala do presidente, ele cobrou dos ministros e desafiou os políticos de um modo geral, a saírem nas ruas, sentirem o “cheiro” do povo, seus anseios e dificuldades. Falou sobre as mortes que estão ocorrendo além das mortes pelo vírus, em conseqüência da crise e do empobrecimento da Nação, em conseqüência do isolamento drástico. Falou do aumento da criminalidade, da violência doméstica, da fome e miséria.

De um modo geral, “o tiro saiu pela culatra” como diz o ditado. Os bolsonaristas estão vibrando e disseminando trechos do vídeo nas redes sociais. Tem até piadas dizendo que a oposição irá pedir no STF, a retirada do vídeo das redes sociais, por se tratar de propaganda eleitoral antecipada. Resumo da semana: O Presidente Bolsonaro segue governando mais forte do que nunca; os governadores e prefeitos começam a ceder em suas posições; a cloroquina está curando; o STF segue se desmoralizando e interferindo em assuntos inerentes ao Poder Executivo; a crise segue crescendo em função do isolamento e seguimos a guerra e enfrentamento ao Coronavírus. Avante Brasil!

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