Caso Rafael: "O que aconteceu foi algo culposo", afirma advogado de defesa da mãe em entrevista a Planalto

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Na manhã desta quinta-feira, 28, o advogado que assumiu a defesa da Alexandra Dougokenski, suspeita de ter assassinado o seu filho, Rafael Mateus Winques na cidade de Planalto, no norte do estado, concedeu entrevista à RÁDIO PLANALTO NEWS 92.1 durante o programa Comando Popular. Os comunicadores Cristian Queiroz e Lucas Brasil conversaram com o doutor Jean Severo que explicou a linha que a defesa irá utilizar e também os próximos passos do caso.

A seguir os principais trechos da entrevista.

Lucas Brasil (Planalto News):  Doutor Jean, como foi o contato da mãe para que o senhor chegasse à esse caso?

Advogado: Quando surgiu o fato, alguém do escritório ouviu essa situação e me perguntou se havia algum interesse nessa caso.[...] Nesse momento aí nós encaminhamos a procuração e fomos conversar com a acusada. Ela (a acusada) ficou muito feliz no momento em que soube que estávamos indo, e aí, assumimos a caso.

Lucas Brasil (Planalto News):  Doutor Jean, nesse caso, qual é o seu objetivo enquanto defesa de uma mãe que até então confessou o assassinato do próprio filho?

Advogado:  Acontece que nós pleiteamos esse processo, a condenação dela (a mãe), por homicídio culposo e da ocultação de cadáver. O grande problema é que a pena de homicídio culposo é de um a três anos e as pessoas não entendem isso. Mas aí, a culpa não é minha, é do legislador. Querem mudar isso, mudem as leis. [...] O que aconteceu ali foi algo culposo, onde os elementos da culpa são negligência e imperícia, ela agiu errado, ela é culpada, mas na tentativa de homicídio.

Lucas Brasil (Planalto News):  No laudo pericial, há asfixia mecânica. Como pode um crime culposo, com asfixia mecânica Dr. Severo?

Advogado:  Ainda eu não tenho o laudo oficial. Eu tenho informações que não estão materializadas no inquérito. Eu não vi esse laudo ainda. Agora se por acaso houver essa asfixia mecânica por estrangulamento, ela se explica, porque no momento que o menino é retirado do imóvel, ele é amarrado. Essa corda pode ter sim asfixiado o menino. [...] Se ela tivesse dolo de matar o menino, seria por esganadura, as mãos no pescoço, e não por estrangulamento.

Cristian Queiroz (Planalto News):  Na pena, o senhor pretende alegar algum tipo de demência ou problema mental de saúde da Alexandra?

Advogado: Ainda não avaliamos a possibilidade de um exame de sanidade mental. [...] Ainda não é a nossa tese principal [...] .  O discurso da acusada foi muito coerente.

Cristian Queiroz (Planalto News): E na descrição dos fatos, ela (a acusada), coloca outras pessoas envolvidas?

Advogado: Para nós, por duas vezes, ela disse que agiu sozinha e que ninguém sabia de nada.

Lucas Brasil (Planalto News):  Doutor, ela irá participar da reconstituição do crime?

Advogado: Quarta-feira ela prestará depoimento em Porto Alegre. Nós queremos fazer a reconstituição o quanto antes, e sim, ela irá participar.

Ouça a entrevista na íntegra:

 

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