Equipe do Hospital de Clínicas publica artigo em principal revista de cirurgia do Brasil

Compartilhe

O artigo intitulado “Artéria hepática direita originada da artéria mesentérica superior: Qual seu real trajeto anatômico?” foi publicado na Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, considerada a mais importante revista de cirurgia do Brasil. O estudo analisou a frequência de variações da anatomia da irrigação arterial hepática e descreveu seu trajeto, explicitando a importância do planejamento cirúrgico a fim de otimizar a realização dos procedimentos.

A pesquisa possui autoria dos cirurgiões digestivos da Clínica Dal Vesco, Lucas Duda Schmitz, Juarez Antonio Dal Vesco e Jorge Roberto Marcante Carlotto e do radiologista, Robson Rottenfusser, membros do corpo clínico do Hospital de Clínicas (HC) de Passo Fundo, e de Patricia Aline Ferri Vivian (UFFS), Ivana Loraine Lindemann (UFFS), Fernanda Marcante Carlotto (UPF) e Marcos Dal Vesco Neto (UPF).  

O grupo analisou 5.147 tomografias computadorizadas com contraste endovenoso de pacientes atendidos no Serviço de Radiologia do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, no período outubro de 2016 a dezembro de 2017, estudando 125 variações. “Nosso estudo demonstrou a variabilidade da anatomia arterial hepática. O conhecimento detalhado das variações da anatomia arterial hepática também é importante no implante e explante do transplante hepático, assim como na captação do fígado e do pâncreas. A presença de uma variação da artéria hepática pode expor ao risco de lesão do suprimento arterial hepático e subsequente isquemia hepática e biliar graves. A variação da AHD (artéria hepática direita) originada da AMS (artéria mesentérica superior) pode inviabilizar a captação simultânea do fígado e do pâncreas do doador. Grande parte das complicações pode ser evitada com a identificação das variações anatômicas vasculares abdominais, em qualquer uma das etapas do transplante.” analisou a pesquisa.

Estas variações anatômicas podem impactar em dificuldades técnicas, ressecções mais conservadoras e aumento do tempo cirúrgico, em alguns casos. Por isso, o planejamento pré-operatório analisando estas variações é importante para a preservação do ramo arterial. “Os principais pontos fortes do nosso trabalho são o número amostral das variações e a descrição do trajeto anatômico. Estudamos 125 variações da AHD originada da AMS. Nossa pesquisa é a primeira a descrever o trajeto mais frequente desta variação.” salientaram os pesquisadores.

Leia Também SindiSaúde promove mobilização no 'Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos' em Passo Fundo Simers comemora o aniversário de Passo Fundo de forma diferenciada Hospital São Vicente recebe doação de testes rápidos do Lions Clubs Dia Nacional da Saúde: professora da Anhanguera Passo Fundo orienta sobre depressão na pandemia