Relacionamentos Tóxicos e Abusivos: o lado obscuro de muitos “lares”

Postado por: Élvis Mognhon

Compartilhe

A sociedade atual está marcada por relações afetivas formadas e/ou forjadas por diferentes motivos, circunstâncias e situações. O aspecto da atração física marca o início da grande maioria dos relacionamentos, mas esse aspecto por si só, é incapaz de dar perenidade à relação.

O formato clássico de relacionamento, que inicia com o namoro, por vezes é incapaz de fazer o outro tornar-se conhecido. Há uma diversidade de motivos para isso, mas especialmente pela existência de algo que denominamos “paixão”, que toma as pessoas completamente e impede que a racionalidade se manifeste. A expressão “cego de amor” justamente explicita essa dimensão. A paixão pode tornar a pessoa incapaz de perceber determinados aspectos, inclusive alguns deles cruciais e determinantes para uma escolha afetiva acertada.

Existem relacionamentos extremamente tóxicos e que impedem a vivência afetiva de forma plena e saudável. Entre as principais características de uma relação tóxica estão: ciúme excessivo, cobranças desproporcionais, controle, críticas destrutivas à imagem e capacidade do outro, entre diversas outras. Relações tóxicas inclusive podem evoluir para relacionamentos abusivos, ainda mais graves e com características mais severas: agressões físicas e psicológicas, traições de diversas ordens, e, especialmente gaslighting, que é uma forma de violência muito perversa, porque é contínua e conquistada mediante o exercício de assédio constante, porém sutil e indireto, repetitivo, capaz de gerar dúvidas e confusão na pessoa que o sofre, a ponto de chegar a se sentir culpado das condutas de violência sofridas e duvidar de suas capacidades e de tudo que acontece à sua volta.

Muitos “lares” atualmente vivem relacionamentos doentios, inclusive dados estatísticos apontam grande número de feminicídios no Brasil. A descoberta dos vícios e defeitos do parceiro pode ter ocorrido tarde demais, e muitas pessoas têm dificuldade de colocar um ponto final no sofrimento, seja buscando ajuda especializada ou mesmo tomando uma atitude de pôr fim ao relacionamento, que pode nunca ter passado de uma idealização. A terapia de casal e/ou a terapia individual tendem a contribuir. Muitas vezes a separação pode ser compreendida como a libertação do sofrimento, proporcionando uma vida emocionalmente mais equilibrada e saudável.

** O leitor poderá enviar sugestões, dúvidas, questionamentos sobre o tema para o e-mail: emognhon@gmail.com Para agendar atendimentos clínicos utilizar o WhatsApp (54) 99983 9966.

 

Leia Também É perigoso dizer SIM! Livro do Deuteronômio: abre a tua mão para o teu irmão (Dt 15,11) O palhaço do fogo do circo RABISCOS SEMANAIS: Caminhar juntos(as)!