Redes Sociais: o lado obscuro da “felicidade”

Postado por: Élvis Mognhon

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As redes sociais invariavelmente conectam as pessoas. Em tempos de pandemia nos ajudam a ficar conectados às situações, acontecimentos e aos que amamos. As redes sociais, no entanto, também podem produzir nefastos resultados quando mal utilizadas, revelando seu lado obscuro e cinzento.

Muito se tem comentado que as redes sociais se tornaram o mundo do “faz de conta”. Este mundo está repleto de pessoas felizes, bem resolvidas e de bem com a vida. Este espaço virtual é repleto de pratos bem elaborados, roupas lindas e cabelos maravilhosos, quase inatingíveis na realidade. Aplicativos e softwares auxiliam a deixar tudo ainda mais lindo e exuberante. No entanto, nem tudo que reluz é ouro. Várias pesquisas têm apontado uma profunda relação entre o tempo de permanência nas redes sociais, com casos de adoecimento psíquico, especialmente em processos de transtornos depressivos. Isso, entre outros fatores, se deve muitas vezes ao sentimento de frustração do indivíduo, que ao observar a felicidade do outro, no confronto com a sua realidade “nua e crua”, pode perceber-se como como um fracasso social e existencial.

Hoje observamos os denominados “influencers”, com milhares de seguidores nas redes sociais: lindas fotos, lugares paradisíacos, fartos banquetes, fama, poder e prestígio social, fazem parte do enredo da grande maioria dos denominados influencers. No imaginário de grande parte de seus seguidores, essas pessoas atingiram uma “vida plena”. Muitos, inclusive, dialogam com padrões de vida desejados pelos seus seguidores e, nesse sentido, pode ocorrer o processo de identificação.

O seguidor, muitas vezes, embarca na onda, vendo espelhados seus desejos, criando novas necessidades e um universo paralelo. Ocorre que a realidade apresentada pelo influencer é diferente da vivenciada pelo seguidor, gerando muita frustração e uma falsa percepção de que sua vida é um fracasso. Em casos mais graves o seguidor decide colocar fim à própria vida pelo excesso de decepções e dificuldades em viver o “padrão” difundido.

Faz-se importante ressaltar, como mencionado no início do presente artigo, que as redes sociais também podem ajudar de diversas formas. Destacamos de forma especial, a capacidade de aproximar as pessoas que estão distantes, encurtando distâncias de forma instantânea. Também ajudam muito em termos de networking, proporcionando uma rede de relacionamentos, facilitando acessos e oportunizando contatos, seja do ponto de vista afetivo, profissional e social. A exposição exagerada, porém, precisa ser adequada, avaliada e ajustada tendo em vista a saúde mental e o fortalecimento de vínculos mais eficientes e sadios.



** O leitor poderá enviar sugestões, dúvidas, questionamentos sobre o tema para o e-mail: emognhon@gmail.com Para agendar atendimentos clínicos utilizar o WhatsApp (54) 99983 9966.


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