Como você mudou!

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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As pessoas que se posicionam sobre determinados temas polêmicos, principalmente no que se refere à política partidária ou ideológica, estão sujeitas a críticas e questionamentos. Um dos mais freqüentes que tenho observado comigo e com pessoas de meu vínculo pessoal, é o seguinte questionamento, que soa como uma depreciação de valores para quem faz: “Como você mudou!” A frase que geralmente soa como uma pergunta inquisitiva vem carregada de preconceito, julgamento de valores e intransigência. O comportamento humano, de modo geral, tende a repudiar quem por ventura, ouse pensar diferente de você, ou contrário ao seu modo de vista.

As discussões e debates políticos nas redes sociais, se intensificaram com o advento da Operação Lava a Jato e as revelações que foram tornadas públicas. O impeachment da presidente Dilma, a prisão do ex presidente Lula e a vitória de Bolsonaro nas eleições, acirrou ainda mais o debate. A pandemia que abalou o Mundo, aqui no Brasil teve um agravante intrigante, a discussão política. Embora não seja inerente apenas ao Brasil, o debate ideológico envolvendo as ações de enfrentamento ao vírus tornaram-se verdadeiras batalhas de egos, verdades e até mesmo embates de teses “científicas”, sobre os protocolos de isolamento social e de tratamento da doença. Juntamente com as incertezas ao enfrentamento da pandemia, afloram rancores ideológicos, onde as polarizações de direita e esquerda se agridiram e disputaram o melhor caminho a ser seguido. No meio desta batalha, fica a maioria das pessoas que torcem por uma solução urgente. O pessoal da esquerda, ao que me parece, faz parte de uma minoria, que torcem desesperadamente para que este governo caia, se dê mal e assim por diante... A torcida inconseqüente da esquerda, não leva em consideração os resultados trágicos que o povo brasileiro irá sofrer com a crise, sejam eles no aspecto econômico, social, ou de saúde pública. Daí a explicação para que a direita esteja ganhando força e adeptos às suas bandeiras.

As bandeiras e causas defendidas pelos partidos de esquerda, ultimamente não têm ganhado apoio popular, onde podemos citar alguns exemplos: Campanha Lula Livre, ação contra a prisão em segunda instância (responsável pela soltura de milhares de condenados), ação contra a isenção da cobrança da carteira de estudante, contra a isenção do DPVAT, apoio as políticas de governo de Cuba e Venezuela. Posicionamento contrário ao plano nacional de saneamento, ao décimo terceiro do bolsa família, ao uso do medicamento hidroxicloroquina, apoio ao isolamento vertical, ação no STF proibindo a polícia de agir nas favelas do Rio de Janeiro e até mesmo a restrição à União, para agir no caso da pandemia, dando autonomia a estados e municípios. Uma das últimas “trapalhadas” de alguns militantes de esquerda, foi a hashtag “Força Corona”, que foi imediatamente repudiada pela saciedade brasileira. Os motivos de cada um pela “mudança” de posicionamento são peculiares e de foro íntimo, porém, a dita mudança, não deve ser vista com preconceito ou algo negativo, muito pelo contrário. Quando uma pessoa muda de posicionamento ou de opinião, ela dá sinal de que não é a dona da verdade, de que tem humildade e grandeza de caráter, capazes de reconhecer um erro, um equívoco. A intransigência e incapacidade de admitir um erro, seja pessoal ou de uma linha ideológica, é algo que nos “apequena”. Só as pessoas de grande caráter têm a capacidade de mudar, de admitir um erro e de crescer com as mudanças.  

Portanto amigos que vejo se justificando nas redes sociais, os motivos que lhes levaram a mudanças, fiquem tranqüilos, sintam-se orgulhosos por fazerem parte deste grande rol de pessoas que tiveram a sensatez de admitirem um erro. Orgulhem-se por não apoiarem uma política nefasta, que estava levando o Brasil ao fundo do poço. Por não admitirem que se levasse a diante este sistema pernicioso e perverso, que estava instaurado em nossa política há décadas, onde a prática de corrupção e abusos com o erário público eram práticas contumazes de nossos representantes. Rompemos com a velha política, com as velhas práticas, com as ilicitudes e com a falta de moral e ética no serviço público. Viva a mudança!   

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