Madonna defende cloroquina nas redes sociais e é notificada por fake news

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A cantora Madonna teve uma publicação ocultada pelo Instagram após a plataforma classificar o conteúdo como informação falsa. O vídeo compartilhado na noite dessa terça-feira, 28, mostrava a médica Stella Immanuel afirmando que o novo coronavírus "tem uma cura, se chama hidroxicloroquina". O conteúdo também dizia que "a cura para a covid-19 foi revelada - americanos morreram em vão". Horas depois, Madonna excluiu a publicação.

Na legenda, a cantora disse que "algumas pessoas não querem ouvir a verdade, especialmente as que lucram com a longa busca pela vacina." Madonna afirmou ainda que a cura para a covid-19 foi "provada e está disponível há meses", referindo-se à hidroxicloroquina, medicamento anti-malária que não é recomendado pela Organização Mundial da Saúde para o tratamento da covid-19. A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) orientou que o medicamento fosse abandonado no tratamento para a doença no País, com base em estudos internacionais que comprovaram que não há nenhum benefício clínico da hidroxicloroquina nos quadros da doença.

A artista fez ainda elogios à médica Stella Immanuel: "essa mulher é minha heroína".

No início de maio, Madonna revelou que testou positivo para anticorpos do novo coronavírus. Ela disse que ficou doente durante sua turnê mais recente, em março, e que na época acreditou que estivesse apenas gripada. A cantora também anunciou em maio que doou US$ 1,1 milhão de dólares para financiar pesquisas que buscam uma vacina para o coronavírus.

O vídeo de Immanuel foi retuitado pelo presidente americano Donald Trump e seu filho, Donald Trump Jr., que o descreveu como um "must watch" (algo que deve ser visto), mas nas últimas horas foi deletado pelo Facebook, Twitter e YouTube por promover informação falsa.

Consultado na terça-feira durante uma coletiva de imprensa sobre seu retuíte, o presidente disse: "pensei que o que dizia era importante, mas não sei nada dela".

A discussão sobre a hidroxicloroquina tem forte carga política, desde que líderes como Trump e outros conservadores americanos, bem como o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, passaram a incentivar fortemente seu uso.

Ineficácia

O vídeo de Stella Immanuel chamou atenção sobre um grupo pouco conhecido, que se autodenomina "Médicos da linha de frente dos Estados Unidos" (America's Frontline Doctors), cuja existência parece ter como fim a promoção do medicamento antimalária usado de forma controversa contra a covid-19.

Até agora, no entanto, todos os principais ensaios clínicos que informaram suas descobertas sobre este tema não encontraram nenhum benefício e as principais autoridades nacionais de saúde decidiram restringir seu uso devido a possíveis danos cardíacos.

No entanto, Immanuel, que é médica de família, disse que os 350 pacientes que havia tratado com o medicamento, inclusive alguns com comorbidades graves, tinham sobrevivido e que a hidroxicloroquina era tão potente que torna desnecessárias as máscaras e o distanciamento social para conter o contágio da covid-19.


/COM INFORMAÇÕES DA AFP e Portal Terra

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