Você é feliz com o que faz?

Postado por: Élvis Mognhon

Compartilhe

O trabalho ocupa um espaço significativo na vida humana. A grande maioria das pessoas passa muitas horas do dia dedicando-se ao trabalho. O que preocupa é que diversas pesquisas têm apontado números alarmantes de insatisfação com o trabalho/função ocupada, variando de 40% até 90% o grau de insatisfação, dependendo do segmento analisado.

Esses dados precisariam ser melhor explorados e compreendidos, porém, os números representam um sinal de alerta e demandam uma atenção mais que especial de todos, especialmente dos gestores organizacionais. Diversos profissionais de saúde mental têm focado suas pesquisas sobre o sofrimento humano no trabalho, sendo que a importância de refletir sobre isso está sempre povoando o horizonte de pesquisa de diversas grandes personalidades que se dedicam ao estudo do comportamento humano.

O ambiente de trabalho deveria proporcionar bem-estar e felicidade às pessoas. Muitas pessoas passam uma considerável parte de suas vidas dedicando-se ao trabalho, seja ele na iniciativa privada, como autônomos, em órgãos públicos. Tornar essa relação mais saudável e agradável é fundamental. No entanto, apesar do esforço individual, nem sempre é fácil romper com as mazelas dos ambientes corporativos. Muitas organizações estão focadas apenas no lucro e esquecem que para alcançar os objetivos organizacionais dependem de pessoas motivadas e felizes. Pesquisas indicam que pessoas motivadas produzem 50% mais.

Equacionar vida pessoal e profissional é uma tarefa complexa, mas necessária. Algumas pessoas e organizações parecem não entender a importância dessa equação. Passam suas vidas em ambientes hostis e inóspitos, em que são consideradas apenas peças da engrenagem produtiva, permanecem muitas vezes pela simples condição de estarem vinculados a alguma organização, fazendo parte de um grupo. Pessoas infelizes no trabalho, geram um ciclo vicioso, afetando os demais colegas e o ambiente de forma geral.

A pandemia contribuiu para mostrar que nem sempre o planejado ocorre como fora pensado. Várias organizações precisaram rever seus planejamentos e rapidamente se adaptarem à nova realidade. Tudo mudou muito rapidamente. Muitos têm comentado que avançamos décadas em meses e que o mundo jamais será igual ao que fora antes da pandemia. Sentimos muito pelas perdas humanas geradas pela pandemia. Todas as pessoas perdidas para a COVID-19 importam enquanto seres humanos e sempre serão lembradas.

Ao final desse artigo, deixo a seguinte pergunta: de quem é a responsabilidade por tornar o ambiente de trabalho mais agradável e saudável? 

Me aventuro a dizer: de todas as pessoas da organização. Os gestores têm um papel importante nisso, mas cada um precisa compreender sua parcela de responsabilidade nesse processo. Tornar os ambientes de trabalho melhores é tarefa inadiável e têm uma relação direta com a saúde mental de todas as pessoas.

 

** O leitor poderá enviar sugestões, dúvidas, questionamentos sobre o tema para o e-mail: emognhon@gmail.com Para agendar atendimentos clínicos utilizar o WhatsApp (54) 99983 9966.

Leia Também É perigoso dizer SIM! Livro do Deuteronômio: abre a tua mão para o teu irmão (Dt 15,11) O palhaço do fogo do circo RABISCOS SEMANAIS: Caminhar juntos(as)!