Produtores estão alimentando vacas com bagaço de laranja e caroço de algodão

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A estiagem de do final de 2019 e início de 2020, no Rio Grande do Sul, que dizimou cerca de 50% das lavouras de verão, fez com que os produtores de leite tivessem que buscar alternativas para alimentar os animais. A silagem, que é o principal alimento oferecido, feito a base de milho, está acabando em muitas propriedades. A seca impossibilitou o formação de boas pastagens. Teve produtor que cultivou milho duas vezes na temporada e perdeu ambas as safras devido a falta de chuvas. Aqueles que conseguiram produzir , além da quantidade ter sido limitada, a qualidade também ficou comprometida.
Diante desse cenário, os produtores de leite estão em busca de alternativas. Dois produtos novos estão servindo de fonte de alimentos para as vacas, bagaço de laranja e caroço de algodão, vindo, especialmente do Mato Grosso. O bagaço de laranja é adquirido das indústrias de sucos e é o alimento mais barato, custa R$ 0,10 o quilo. Ele ajuda na alimentação, balanceada com ração, embora tenha poucos nutrientes.
Mauro Girardi, produtor da localidade de São Braz, interior de Passo Fundo, é um dos tantos que está utilizando caroço de algodão. Ele explica que o produto tem proteína, fibra e óleo.
O custo, no entanto, do caroço de algodão, também começou a subir, está chegando nas propriedade da região por cerca de R$ 1,30 o quilo. Com a demanda aumentando, o preço também acabou subindo. Mesmo assim é bem mais barato que a ração que fica acima de R$ 2,00 o quilo. O produtor que consegue produzir sua ração na propriedade, tem um custo médio de R$ 1,60.

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