Empresa de picolé interditada não acredita que produto seja responsável por surto

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A Secretaria da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), divulgou nesta quarta-feira (21/10) alerta sobre o consumo de picolés da marca FrutiBom, com sede em Sapiranga. A empresa não tem licença para a produção do alimento. O picolé é suspeito de causar surto em consumidores que tiveram sintomas de náusea, vômitos, dor abdominal e diarreia.

Os primeiros relatos de mal-estar após o consumo foram na sexta-feira (16/10). Até o momento, cerca de 200 casos já foram identificados em Sapiranga e Xangri-lá, além de relatos ainda não contabilizados em Canela e Gramado. Todas pessoas foram atendidas ambulatorialmente, sem necessidade de hospitalização. Amostras do produto e da água utilizada na produção foram encaminhadas para análise laboratorial, bem como exames de pessoas com sintomas para a identificação da doença. Assim que houver um resultado laboratorial sobre o produto, feito com o objetivo de verificar se há relação entre o consumo do picolé e os sintomas nos consumidores, será divulgado.

A partir da notificação, o Programa Estadual de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Cevs iniciou a investigação na segunda-feira (19/10). A Vigilância Sanitária do Estado também solicitou a interdição cautelar de todos os produtos (gelados comestíveis) da empresa Caliston Otoniel Oliveira (marca FrutiBom). As vigilâncias em saúde municipais deverão notificar à vigilância epidemiológica do Cevs todos os casos identificados.

Aos consumidores, a orientação é que, caso tenham ingerido o produto e apresentado sintomas como os até agora relatados (náusea, vômitos, dor abdominal, diarreia), contatem imediatamente a vigilância em saúde de seu município ou ligue para o Disque Vigilância do Cevs, pelo telefone 150 (de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 22h e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h). Caso necessário, procure atendimento médico. Se a pessoa ainda tiver o produto, mantenha-o na embalagem original, fora do alcance de crianças.

Não há até o momento mais informações de quais outras cidades podem ter tido o produto comercializado e buscas ativas foram orientadas às vigilâncias municipais. A fiscalização do município na empresa já identificou que, além da falta da autorização, a empresa não realizava a pasteurização dos produtos (etapa obrigatória em indústria de gelados comestíveis).

• Clique aqui e veja o alerta encaminhado às vigilâncias municipais.

Empresa dá sua versão

Segundo o sócio-proprietário da FrutiBom, Cáliston Otoniel Oliveira, a empresa já solicitou um laudo de avaliação da qualidade dos picolés para identificar ou não a presença de uma bactéria no produto, e cujo resultado deve chegar até a próxima sexta-feira (23). Mesmo assim, Cáliston não acredita que seu alimento seja o responsável pelo surto. “Tem casos em toda a região do litoral, como Imbé, Cidreira, Torres, lugares onde meu picolé não vai. Mas o único lugar que sei que existem pessoas que vendem o nosso picolé é em Xangri-lá. Em Araricá e Nova Hartz a mesma coisa, existem casos e não tenho um vendedor que vá para estes municípios. Sei de relatos de pessoas que não comeram o picolé e estão com os mesmos sintomas. Outras pessoas me falam que comem todos os dias e estão bem”, declarou. Segundo o sócio da empresa, a sua empresa está sendo acusada devido a uma denúncia em Xangri-lá. “Na embalagem tem endereço, tabela nutricional, telefone, e através disso chegaram em mim. Tenho total consciência da minha produção, e a vigilância do município veio aqui e não encontrou nenhuma irregularidade”.

(Com informações do Governo do RS e Portal Repercussão)

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