Irregularidades podem chegar a R$ 60 milhões em prestação de contas das campanhas eleitorais

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou indícios de irregularidades no valor de R$ 60 milhões nas prestações de contas de candidatos às eleições municipais de 2020. A informação é parte de uma investigação realizada pelo núcleo de inteligência da Justiça Eleitoral.

A maior parte das irregularidades envolve doações feitas por pessoas sem emprego formal. Nesse caso, houve 9.068 casos que somaram R$ 33 milhões. Também foram registrados R$ 17 milhões em repasses incompatíveis com a renda e 15 doadores que aparecem como falecidos em um sistema de controle de óbitos.

O TSE também encontrou 1.289 prestadores de serviços beneficiários do Bolsa Família, além de 1.227 doadores que recebem outros benefícios sociais do governo. De outro lado, 925 empresários parentes de candidatos receberam das campanhas R$ 1,6 milhão, o que também é ilegal.

As irregularidades encontradas pelo grupo de inteligência da Justiça Eleitoral serão enviadas para providências dos tribunais regionais eleitorais e do Ministério Público. O grupo é composto por representantes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério da Cidadania, entre outros órgãos.

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