Demarcações: governos unilaterais

Postado por: João Altair da Silva

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Como filho de um produtor  rural,  que tem  12 hectares,  pequena área de terras que conquistou arando terras com arado de bois, inclusive, aos domingos, aquisição que ajudei a conquistar trabalhando na minha infância e parte da adolescência,   propriedade agora ameaçada de desapropriação para fins de demarcações,  me sinto cada vez mais decepcionado com o tratamento dispensado pelo Estado.   Na audiência pública em Passo Fundo, da última sexta-feira,  o Sr. Denis, produtor rural de Sananduva  fez um relato que nos deixou estupefatos. Ele teve sua área de terra, também pequena, invadida por um grupo de índios. Conseguiu reintegração de posse na Justiça e a Brigada Militar alegando falta de efetivo não fez cumprir a decisão judicial.  Quando ele deixou o microfone outra surpresa,  o produtor Sergio See, também de Sananduva, relatou que   pediu policiamento para fazer a colheita da soja, já que a colheitadeira havia sido crivada de balas,  e, igualmente, a Brigada Militar não o atendeu sob a famigerada alegação de falta de efetivo.  

Por outro lado,  para retirar colonos de suas terras em Mato Grosso do Sul e no Maranhão, o governo utiliza, não somente a Polícia Federal,  mas o imexível Exército.  Isso mesmo, colocaram colunas do Exército para despejar os colonos de suas terras. 

Em outra audiência pública, no Ministério Público Federal,  tivemos que ouvir de um procurador federal que é missão da Instituição defender a causa indígena.  Impressionante, um órgão do Estado(União) que deveria servir indiferentemente todos os cidadãos,  constitucionalmente deve priorizar um grupo de brasileiros. 

O tratamento é unilateral. O Estado,  pelo menos nos governos atuais, está claramente a serviço de uma única causa. Nossa decepção.

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