Arcebispos e bispos gaúchos avaliam ações da Igreja durante a pandemia

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Arcebispos e bispos titulares e eméritos do Rio Grande do Sul participaram de uma reunião online. No pauta, o desafio de olhar atentamente para este ano para planejar 2021.

“O isolamento social não significa um afastamento do coração, mas abrir os olhos para ir ao encontro dos que estão necessitados. O papel da igreja é fundamental para esta mobilização”. A análise de Dom José Gislon, Presidente do Regional Sul 3 da CNBB, aponta os caminhos percorridos pelos bispos gaúchos na reunião desta terça-feira, 01 de dezembro. O encontro estava previsto para ocorrer presencialmente em Passo Fundo mas a anfitriã desta vez foi a internet, que possibilitou que os arcebispos e bispos titulares e eméritos participassem com segurança.

Um dos principais pontos da reunião foi a partilha da realidade enfrentada pelas arqui/dioceses este ano, especialmente levando em conta o contexto de pandemia. Na ocasião, cada arce/bispo apresentou o seu contexto e, especialmente, as possibilidades encontradas para seguir a ação pastoral neste tempo de isolamento.

Dom Gislon explica que o bispo tem o papel de animar seu clero e, através de um olhar de ternura cuidar do povo de Deus que está ferido pelo contexto da pandemia. Por isso, muitas ações foram desenvolvidas em atenção a vida das comunidades, sempre buscando “manter acesa no coração das pessoas a chama da fé e da esperança”. Ele destaca de forma especial os relatos de gestos de solidariedade, partilha e caridade, desenvolvidos em todo o Estado durante este ano e complementa: “Humanamente estamos sendo bastante provados, mas temos sempre presente que nosso povo não deixa morrer a chama da fé. Todos os bispos estão empenhados na condução de suas arqui/dioceses, atendendo o povo e ajudando para que as comunidades mantenham sua fé animada”.

Comissões Episcopais Pastorais

Durante a reunião, os arce/bispos realizaram também a exposição das ações desenvolvidas no ano pelas comissões pastorais, que integram toda a ação pastoral da Igreja. No Rio Grande do Sul, são atualmente 12 comissões, acompanhadas individualmente por cada bispo designado.

Sandra Zambon, Secretária Executiva do Regional Sul 3, explica que as comissões episcopais pastorais têm como propósito organizar e articular junto com cada pastoral e organismo a formação e o desenvolvimento de suas ações, buscando sempre a integração com outras comissões e a animação de seus agentes.

A CNBB Regional tem como missão garantir a articulação e a vida destas pastorais e organismos, buscando sempre sua integração. Por isso, segundo Sandra, as partilhas das ações desenvolvidas são tão importantes: porquê buscam sempre a sinodalidade. Além disso, ela comenta que “Não são todas as arqui/dioceses que têm todas as pastorais e ouvir esta partilha pode ser também uma provocação para que se sintam desafiadas a pensarem nesta proposta”, finaliza ela.

Um olhar para frente

Um grande desafio da reunião foi também o planejamento do ano de 2021, considerando o contexto de pandemia e as incertezas quanto ao futuro. Entre as realidades consideradas estão as incertezas quanto ao isolamento social e as realidades sacramentais, de iniciação à vida cristã, a formação das lideranças e o sentido de pertença de cada fiel a sua comunidade.

Para contemplar estes contextos, os arce/bispos já iniciaram a construção da agenda para o próximo ano, pensada inicialmente para que seja concretizada em encontros presenciais já que, conforme explica dom Gislon, “é preferível ter um planejamento que possamos seguir do que entrar o ano sem nada planejado”.


Créditos: CNBB

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