Buva provoca enormes prejuízos à lavoura de soja

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A buva é uma erva daninha de porte alto que criou resistência aos herbicidas e infestou as lavouras de soja em praticamente todo o Brasil.  A chegada de novas tecnologias, como as plantas transgênicas, trouxeram, de início, um alívio aos campos, pois os produtos químicos conseguiram controlar os inços e manter as plantas intactas. Nos últimos anos,  no entanto, alguns inços começaram a resistir e competir com as plantações de soja. O principal e mais danoso,  até o momento, é a buva. 

Nesse ano, a incidência no Rio Grande do Sul é ainda maior. Além de reduzir a produtividade, durante a colheita  a buva triturada pelas máquinas,  gera impureza o que  é descontada  no ato da comercialização.  

O aumento na ocorrência da praga se dá em virtude da dificuldade de manejo que o produtor teve, ou seja,  a falta de chuvas no início do ciclo e os atropelos para evitar plantio atrasado. 

Uma pesquisa feita pela Remor Consultoria Agronômica de Passo Fundo, aponta uma  perda de R$ 1.400,00 por hectare. O agrônomo Luciano Rermor, explica que uma buva por metro quadrado, ou 10 mil buvas em um hectare, reduzem, em média, 9,4 sacas  de soja por hectare. Multiplicando essa quebra por R$ 150,00 a saca (hoje a soja está acima de R$ 160,00), resulta numa perda de R$ 1.410,00/hectare. 

Remor, observa, porém, que é possível  fazer um manejo correto e reduzir a incidência da competição. “Não significa que uma lavoura infestada de buvas esse ano, estará do mesmo jeito no ano que vem”, esclarece ele. 

Para melhorar o controle, ele alerta para que o manejo comece nesse momento, ou seja,  logo após a colheita. Se necessário, dependendo da avaliação agronômica, recomenda-se uma aplicação de herbicida já na resteva. Uma boa cobertura de solo, com boa palhada, é um fator preponderante no impedimento da germinação de plantas daninhas. Alerta também  sobre a necessidade de efetuar o controle antes da emergência da buva. Após o nascimento, é praticamente impossível controlar com os produtos disponíveis no mercado atualmente. 

Nos ensaios realizados pela  Consultoria, em 17 áreas, os custos, apenas para o controle de ervas daninhas,  oscilaram entre R$ 60,00 e R$ 200,00 por hectare. 

Além disso, pela primeira vez, no próximo plantio, o produtor rural não poderá mais dispor do paraquat, insumo que era mais eficiente e econômico, mas que foi proibido no Brasil.


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