Internet: Mocinha ou Vilã?

Postado por: Élvis Mognhon

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O uso das tecnologias tem aumentado exponencialmente em todo o mundo. A população brasileira é uma das principais consumidoras de tecnologias. Segundo pesquisas recentes, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em tempo destinado à utilização de internet/redes sociais, ficando atrás apenas das Filipinas. Na América Latina, o Brasil ocupa a primeira posição, sendo que cerca de 88% da população brasileira acessa o YouTube, Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Pinterest e Linkedin. A utilização por si só não está sendo questionada, mas sim o tempo gasto e a forma como estamos utilizando a internet.

Adição à internet e uso problemático da internet têm sido dois temas bastante pesquisados pelos profissionais da Saúde Mental. O home office é um fator que precisa ser levado em consideração, além das aulas online/remotas, porém, a preocupação paira sobre a adição às tecnologias, mesmo nos momentos de descanso/repouso.

Alguns relatos têm chegado aos consultórios de Psicologia/Psiquiatria e os profissionais da área têm feito um esforço muito grande para compreender, categorizar e compreender os critérios diagnósticos dessa psicopatologia. Temos diversos relatos clínicos para estudo: um caso muito alarmante diz respeito a um adolescente que passou 55 horas jogando online, chegando ao extremo de urinar e defecar nas próprias roupas para manter-se “conectado”. Outro relato muito presente, refere-se às pessoas que dormem com seus celulares embaixo dos travesseiros, que respondem mensagens “dormindo” e no outro dia não têm a mínima noção do que responderam.

Vários pais têm buscado suporte psicológico/psiquiátrico para seus filhos, buscando tratamento para aquilo que atualmente denominamos Transtorno do Jogo (pouco tempo atrás denominado Jogo Patológico). Na clínica, é perceptível o aumento do número de pacientes adictos à tecnologia, especialmente entre os adolescentes e jovens. Os idosos também têm utilizado a internet indiscriminadamente.

A adição às tecnologias também tem sido uma situação recorrente entre os casais. O diálogo, por sua vez, em grande medida fica comprometido pelo uso excessivo de internet, aparelhos celulares e redes sociais. Essa situação, infelizmente, tem afetado os relacionamentos e aumentado consideravelmente o número de separações/divórcios.

As tecnologias nos ajudam muito nas nossas atividades cotidianas. Imaginar o mundo hoje sem as tecnologias seria impossível. No entanto, precisamos enquanto sociedade, nos darmos conta que o uso excessivo pode ser nefasto. De forma alguma contesta-se aqui o uso comedido das tecnologias, mas os exageros e o uso desmedido. O que temos percebido na clínica, é que manter o autocontrole para com no uso das tecnologias, jogos e redes sociais, não é tarefa simples, por isso demanda a devida atenção de todos nós. E você, já se perguntou como está utilizando as tecnologias? Quanto da sua vida você tem ocupado com redes sociais e internet? A resposta sincera para essas duas perguntas e a autorreflexão podem ajudar muito a sua vida.

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