E os acessos à UPF?

Postado por: Dilerman Zanchet

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Há alguns dias prometi escrever, neste espaço, sobre o trânsito da BR 285, precisamente no trecho compreendido entre o trevo do bairro São José e o que dá acesso ao polo industrial, também conhecido como "trevo do De Carli". Pois bem: um motorista em sua plena sanidade e com conhecido das condições daquele espaço não o utiliza em horários como 06:50 e 07:20 ou 18:50 e 19:15, no período noturno. É impossível. Não há respeito, fiscalização, controle. É um “Deusnosacuda”. Todos os santos católicos, com certeza, recebem orações nestes horários, feitos por quem deseja atravessar a rodovia para ir à universidade.

No meu entendimento, os grandes estudiosos do trânsito local, remunerados ou não, devem ter rasgado os projetos para acessibilidade ao campus da UPF, sem conseguir rascunhar algo descente. Ou não há vontade política. Como sou dos que acreditam em quase tudo, menos em Papai Noel, prefiro a segunda opção. A da vontade.

Impossível aceitar que, em pleno século XXI, em meio a um trânsito aproximado de 10 mil veículos por turno no local descrito, não se tenha consciência de que é necessário criar um meio seguro e tranquilo para que os automóveis consigam chegar ao destino sem riscos.

Atravessar a BR 285 é praticamente um suicídio. Não tem policiamento nos locais descritos, tanto no sentido do trevo de Erechim/Carazinho, quanto no inverso (Carazinho/Erechim). Desde o início de março fazendo o trajeto diariamente, só uma vez, por ocasião de um acidente, vi uma patrulha da PRF. Mas não é ela que deveria fiscalizar? Não tem efetivo? Haaa bom. Então credite-se ao DNIT mais esta. Põe a culpa no governo.

A solução? Primeiramente um patrulha rodoviária diariamente nos horários necessários, no segundo acesso à UPF, onde mais de 50 ônibus fazem o trajeto no mínimo duas vezes, além dos automóveis. Fiscalização e orientação, inclusive parando o trânsito na via principal, se necessário.

A segunda e mais demorada, mas que tem que ser iniciada, é um projeto estabelecendo uma ou duas elevadas modernas para os acessos. Elas darão mais mobilidade ao trânsito e segurança a motoristas e passageiros. E a terceira, se necessário for, que se coíba o trânsito de caminhões pesados nos horários referidos, de trevo a trevo. Paliativa, eu sei, mas necessária.

Por fim, um detalhe: No campus da UPF, motoristas e pedestres respeitam as faixas de segurança. Gostaria de saber por qual motivo na área central da cidade isso não acontece.

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