Avanços ou retrocessos na educação: geração pandemia

Postado por: Janaína Portella

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Você está estudando neste momento de pandemia?
Você está acompanhando alguma criança ou adolescente em sua fase escolar neste momento de pandemia?
Muitos são os desafios em todos os segmentos. Não diferente o é na educação. A COVID-19 marcou toda uma geração que está em fase escolar.
As discussões quanto aos reflexos da pandemia têm girado em torno da saúde e da economia. Todavia, uma questão que me inquieta são alguns aspectos quanto aos impactos futuros que a pandemia irá apresentar, em especial, quanto à educação.
Temos acompanhado o desenvolvimento da CPI da COVID, a polarização da política, discursos pré-candidatos de dois polos ideológicos que se embatem, formadores de opinião apresentando posicionamentos em suas redes sociais e em meio a tudo isso está o eleitor/cidadão, que está recepcionando toda a sorte de emoções,  dificuldades em desenvolver suas atividades frente aos desafios e limitações impostos pela pandemia e a restrição em seu orçamento familiar que não mais garante a compra dos itens e serviços de necessidade.
E, a educação de nossos filhos e adolescentes, como se apresenta?
Realidades distintas distanciam alunos da rede privada de ensino e da rede pública. O modelo híbrido de ensino com aulas presenciais e remotas, a tão esperada vacinação dos professores que chegou ainda no final de maio, mas não trouxe a tranquilização em razão da falta de vacinação aos alunos e pais que ainda não contemplados pelo fator cronológico (e em que momento chegará a vacina para todos ?), a ainda presente falta de estruturas adequadas, funcionários em numerário suficiente ao atendimento e a manutenção da entrega dos necessários EPIs para toda a equipe educacional, apresentam-se como obstáculos e configuram uma realidade frustrante ao se observar o tamanho prejuízo causado à educação de nossas crianças e adolescentes.
Com certeza o avança tecnológico e a utilização dos recursos tecnológicos mostraram-se os grandes aliados das escolas, estudantes e professores, viabilizando a condução das aulas no modelo remoto, com a construção de experiências em interações on-line, sendo que mais do que nunca está sendo fundamental o esforço coletivo das escolas e famílias para vencerem-se os obstáculos e recuperarem-se as perdas dos níveis de aprendizado.
A preocupação que paira novamente entre os pais com a chegada do meio do ano letivo reside na garantia da aprovação de seus filhos. Mas, qual o real aprendizado? Alunos em alfabetização, alunos que se preparam para prestar vestibular para a escolha da profissão, a inquietação dos alunos frente as dificuldades para a retomada de todo o estudo para fins de diminuir o déficit de aprendizado, o necessário desempenho satisfatório no ENEM (nível médio), no ENADE (nível superior).  
O que está notório é que os aspectos econômicos e regionais ampliaram ainda mais a desigualdade ao acesso à educação, agora no formato remoto e a sobrecarga de trabalho aos professores é incontestável. 

                    Janaína Leite Portella
              Advogada, Professora universitária, 
                                  Empresária e Vereadora
      janaina@leiteportellaadvogados.com.br

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