“Tu és o Messias!” “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”.

Postado por: Dom Rodolfo Luís Weber

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No dia 29 de junho, ou no domingo seguinte, é celebrada a solenidade de São Pedro e São Paulo, também o Dia do Papa. Olhamos para o princípio da Igreja e encontramos estas duas testemunhas de amor a Deus, de uma fé inquebrantável, anunciadores destemidos do Evangelho, missionários incansáveis e mártires pela fidelidade à Jesus Cristo que os havia escolhido e enviado, apesar de suas fragilidades humanas. Hoje olhamos para o Papa Francisco, sucessor de São Pedro, e podemos ver muitas semelhanças com São Pedro e São Paulo.

A missão primeira do papa é ensinar para a edificação e o pastoreio da Igreja. Pedro diz a Jesus: “A quem iremos, Senhor? Tu tens Palavras de Vida Eterna” (João 6,68). Cumprindo a missão de ensinar, ele escreveu duas cartas: “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que vivem como migrantes no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na província da Ásia e na Bitínia” (1Pd 1,1). São Paulo dedicou sua vida ao Evangelho. “Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações” (2 Tm 4,17). Ambos atestam a preocupação de ensinar a todas as nações.

A missão do Papa Francisco é ensinar integralmente o Evangelho e orientar o seguimento de Jesus.  Ensina através das suas homilias diárias e dominicais, nas catequeses das quartas-feiras na Praça de São Pedro, nas reflexões feitas nos mais diversos ambientes. A forma mais solene e importante de ensinamento é feita através das encíclicas e exortações apostólicas dirigidas aos católicos e outras convidam, pelo conteúdo, todas as pessoas.

São três as Cartas Encíclicas: 1. A Luz da fé (29/06/2013) “A fé nasce do encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a vida” (n.4). 2. Laudato Sí: sobre o cuidado da casa comum (24/05/2015) Dirige-se a todos os habitantes da casa comum e “laça um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e tem impacto sobre todos nós” (n.14). 3. Fratelli Tutti, sobre a fraternidade e a amizade social. (03/10/2020) Propõem uma “forma de vida com sabor do Evangelho” (n.1)

São cinco as Exortações apostólicas: 1. A Alegria do Evangelho (24/11/2013) que “enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria” (n.1). 2. Sobre o amor na família (19/03/2016) “A alegria do amor que vive nas famílias é também o júbilo da Igreja... o desejo de família permanece vivo nas jovens gerações. Como resposta a este anseio, o anúncio cristão que diz respeito à família é deveras uma boa notícia” (n.1) Convida a todos “a cuidar com amor da vida das famílias, porque elas não são um problema, são sobretudo uma oportunidade” (14). 3. Alegrai-vos e exultai (19/03/2018) É “fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com seus riscos, desafios e oportunidade, porque o Senhor escolheu cada um nós “para sermos santos e íntegros diante dele no amor” Ef 1,4 (n.2). 4. Cristo Vive (25/05/2019) “É Ele a nossa esperança, e a mais bela juventude deste mundo. Tudo o que Ele toca se torna jovem, se torna novo, se enche de vida” (n.1). 5. Querida Amazônia (02/02/2020) Nela o pontífice expressa quatro sonhos: um social, um cultural, um ecológico e um eclesial.

Roguemos para que nunca falte ao Papa Francisco o que Jesus pediu a Pedro ao confiar o pastoreio da Igreja: “Tu me amas?” 

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