E a independência? Por mais educação, pesquisa, tecnologia e inovação

Postado por: Janaína Portella

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A SEMANA DA PÁTRIA, comemorada de 01 a 7 de setembro, nos remete à Proclamação da Independência do Brasil (1822), sugerindo para nós reflexões em torno do significado da palavra INDEPENDÊNCIA e de que Brasil queremos para nós.

Você já refletiu sobre a responsabilidade das autoridades constituídas?

E, quanto a sua responsabilidade enquanto cidadão/cidadã?

Para este ano, muito se tem falado sobre possíveis manifestações de apoiadores do governo Bolsonaro e apoiadores do então governo petista havendo preocupações acerca de possíveis intenções anarquistas.

O que preocupa é a crescente intolerância de muitos, a propagação do discurso de ódio, as fake news que disseminam desinformações. 

A instabilidade econômica, com a inflação assolando os orçamentos familiares, só encontra respaldo na constante esperança, ainda existente, de que dias melhores virão com o programa vacinal avançando para a retomada da normalidade das atividades dos setores de serviços, indústria e comércio.

Observamos a crescente aderência à vacinação e a diminuição da força dos negacionistas. E, com o mundo exigindo a comprovação da vacina para autorização em viagens internacionais, os estádios exigindo a comprovação para ingresso em jogos, já se fala até em exigências em editais para futuros concursos públicos, se aprovados os candidatos.  Ou seja, senão pelo sentimento de solidariedade, o será pelas regras de restrição que pessoas resistentes a aderir ao programa de vacinação o farão frente a retomada das atividades em sua normalidade.

Diante de todo esse cenário de uma sociedade que tanto sofreu com o isolamento social e a desigualdade social entre àqueles que manifestavam a segurança e tranquilidade a proclamar o “fique em casa” frente àqueles que não tinham (e não têm) meios de sobrevivência senão saindo todos os dias para buscar o pão nosso de cada dia. 

Resta o desejo de que as manifestações neste 7 de setembro sejam democráticas e pacíficas, posto que a liberdade de expressão é um dos alicerces de nossa Constituição.

Podemos não concordar com os posicionamentos de alguns cidadãos, mas temos o dever de respeitá-los.  Não podemos permitir desrespeito aos princípios constitucionais, mas precisamos nos manifestar com temperança pelos valores sociais que acreditamos.

Tenho para mim que o princípio da dignidade da pessoa humana é o princípio basilar para me nortear na reflexão quanto ao aspecto estrutural de nossa Pátria na política e na economia. Essa análise me confere um ponto de partida para a reflexão que me proponho.

Sabemos que a participação dos cidadãos na construção da pátria em suas diversas formas de inserção, seja na vida cultural, esportiva, política, social e econômica, de forma individual ou associativa, confere a consciência de ter exercido (ou estar exercendo) a sua parte para a promoção do bem-comum.

É no reconhecimento a cada um, que participa para a promoção de nossa Pátria, que buscaremos sentido para a comemoração da Semana da Pátria.

E a independência?  Quanto mais se investir em pesquisa e educação, em tecnologia e inovação, mais significativas serão as mudanças (que são inevitáveis), trazendo consigo o desenvolvimento social e econômico.

 

 

 Janaína Leite Portella

              Advogada, Professora universitária,

                                  Empresária e Vereadora
      janaina@leiteportellaadvogados.com.br

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