Vamos falar sobre Outubro Rosa?

Postado por: Janaína Portella

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Para muito mais que usarmos o laço rosa, precisamos de informação e constante busca de hábitos saudáveis.

Sabe-se que a prevenção de forma efetiva ainda não ocorre, mas o diagnóstico precoce garante êxito no tratamento. A realização do autoexame das mamas (conhecido como autocuidado), a consulta regular anual ao ginecologista e a realização da mamografia com oferta às mulheres entre 50 a 69 anos, a cada dois anos, são as recomendações do Ministério da Saúde.  

A campanha é global e tem por objetivo informar massivamente sobre a importância do autocuidado, do diagnóstico precoce e da necessidade de manter hábitos saudáveis em nossas rotinas para a prevenção do câncer de mama.

Em 1997, os EUA iniciaram essa campanha para sensibilização da população com a disseminação da entrega de laços rosa, em locais públicos.  No Brasil, somente em 2002 que a iniciativa ocorreu, com a iluminação do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.

Diagnosticado o câncer é momento de agir para evitar que outras células e órgãos do corpo restem atingidos, formando metástases. Segundo dados informados no portal do Instituto Nacional do Câncer / INCA, em 2019 o Atlas de Mortalidade por Câncer apresentou a incidência de 18.295 mortes, sendo 18.068 mulheres e 227 homens; e, a estimativa de novos casos para 2021 é de 66.280.

Dentre os fatores de risco para a incidência do câncer de mama estão fatores ambientais e comportamentais como: obesidade, falta de atividade física, consumo de bebidas alcoólicas, exposição à radiações, e o tabagismo, como evidência sugestiva do aumento significativo do risco.  São elencados como fatores de ordem histórica reprodutiva e hormonal a menstruação precoce (antes dos 12 anos), não amamentação dos filhos, primeira gestação após os 30 anos, menopausa após os 55 anos, uso de contraceptivos hormonais e reposição hormonal por mais de cinco anos pós-menopausa.  E, como fatores genéticos e hereditários, recomenda-se a averiguação se ocorre história familiar de câncer de mama ou de ovário e avaliação quanto à alterações genéticas. 

Em razão desses fatores, como forma de reduzir em 30% os casos de possibilidade de se desenvolver o câncer de mama é que se orienta a adoção dos principais hábitos saudáveis como: prática de atividades físicas com no mínimo 150 minutos de atividade física na intensidade moderada por semana, manutenção do peso corporal adequado, não consumo de bebidas alcoólicas, amamentação dos filhos e, não fumar e evitar o tabagismo passivo.

Importante sinalizar que a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (Portaria nº 868/2013) determina o cuidado integral ao usuário de forma regionalizada e centralizada e que os estabelecimentos de saúde habilitados ofereçam assistência especializada e integral ao paciente com câncer, atuando no diagnóstico, estadiamento e tratamento, com rede de atendimento pelo sistema público de saúde, por meio da Rede de Atenção Básica, sendo que em Passo Fundo o Hospital São Vicente de Paulo e o Hospital de Clínicas estão habilitados como Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia – Unacon.

O problema maior reside no gargalo que ocorre entre a realização da consulta com especialista na rede pública de saúde e a oferta do exame – mamografia, para um diagnóstico precoce e eficiente. Ainda, a pandemia conferiu a detecção de um dado alarmante trazido pela CNNBrasil, que divulgou no início desse mês que o número de mamografias caiu em 42% dentre as mulheres na faixa entre 50 a 69 anos, estimando-se que essa redução está associada a fatores socioeconômicos, conforme dados da Sociedade Brasileira de Matologia. Para mais informações indico o acesso ao site do INCA:     < https://www.inca.gov.br/publicacoes/cartilhas/cancer-de-mama-vamos-falar-sobre-isso> , onde é possível encontrar outras tantas informações.



Janaína Leite Portella

              Advogada, Professora universitária,

                                  Empresária e Vereadora
      janaina@leiteportellaadvogados.com.br

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