Em Canoas, protocolado projeto para o fim das carroças no perímetro urbano

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O programa da Prefeitura de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, prevê o fim definitivo das carroças na cidade. Um projeto será lançado na próxima segunda-feira, 29 de novembro. 

Batizado de Canoas do Bem, o projeto vai oferecer auxílios econômico, social e material aos condutores de carroças, em troca da entrega dos veículos e dos cavalos. O objetivo é garantir alternativas de trabalho a essas pessoas, além de evitar os maus-tratos dos animais, que serão acolhidos pela Prefeitura e encaminhados para adoção. O projeto será coordenado pela Secretaria Extraordinária dos Direitos dos Animais (SEDA), em parceria com outras secretarias e coordenadorias.

A ideia do programa é oferecer as condições necessárias para que os condutores de carroças possam encontrar novas formas de renda e não precisem utilizar os animais para trabalhar. O amparo econômico será concedido no valor de R$ 300, em parcelas mensais, pelo prazo de seis meses, prorrogáveis por igual período. Os recursos deverão ser utilizados exclusivamente para a aquisição de alimentação, medicamentos, gás de cozinha e higiene pessoal.

A questão das carroças já vem sendo tratada em nível de estado na Assembleia Legislativa. Em setembro, foi instalada na casa a Frente Parlamentar para debater a utilização de carroças no Rio Grande do Sul. A iniciativa da formação foi do deputado estadual Rodrigo Maroni (PV). 

A frente deverá percorrer municípios de diversas regiões do Rio Grande do Sul para fazer um diagnóstico do uso de tração animal com o propósito de embasar a elaboração de um projeto de lei sobre o tema. O estudo, segundo Maroni, será encaminhado também ao governador Eduardo Leite e ao Ministério Público. “Sabemos que as carroças são necessárias. Mas, em muitos casos, os animais são tratados como escravos e se encontram desnutridos e vulnerabilizados”, apontou o parlamentar.

Ele ressaltou que, embora muitos municípios da Região Metropolitana já tenham proibido a circulação de carroças com tração animal e promovido a substituição por carros de ferros para garantir a atividades como as dos papeleiros, a fiscalização é falha. “Não adianta só proibir. É preciso garantir a fiscalização efetiva, pois muitos animais só saem das carroças na morte.”

Foto: Alisson Moura/Prefeitura de Canoas

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