Corsan avalia quadro da estiagem para o fornecimento de água em Passo Fundo

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Foto: Kleiton Vasconcellos (Planalto News FM 92.1)   Foto: Kleiton Vasconcellos (Planalto News FM 92.1) 

Já são três anos de uma estiagem prolongada. As chuvas abaixo da média, que começaram a ser registradas no verão de 2019/ 2020, seguem agora em 2022. Com isso, a Corsan sinaliza qual a gravidade do quadro relativo ao fornecimento de água em Passo Fundo e região.

Aldomir Santi, superintendente da Corsan, falou para a Rádio Planalto News FM 92.1 que a situação é preocupante. “Enfrentamos estiagem prolongada, que iniciou em 2019 e nos três verões consecutivos estamos sendo castigados no Rio Grande do Sul, especialmente na Região Planalto. Há casos de atendimento apenas por caminhão pipa” relata.

É o caso de municípios como São Valentim e São João da Urtiga. No primeiro, a Corsan retira água do rio para abastecer a cidade, mas o rio secou e houve o desligamento da estação de tratamento, além da busca de água em Barão de Cotegipe. Já no segundo, há duas nascentes e poços artesianos que secaram de vez. Busca-se água em Paim Filho ou Sananduva, onde também a situação não é boa.

Conforme Santi, as chuvas registradas no início de janeiro não foram suficientes para amenizar o quadro. “Foram baixas e esparsas. Além da temperatura, que beira os 40º C” aponta.

Em Passo Fundo, Aldomir Santi conta que “com as obras e a gestão de problemas como vazamentos, nós estamos em uma situação confortável. Há água para abastecer Passo Fundo por até 60 dias. Se não chover nesse período, teremos que reavaliar e decidir qual alternativa tomar. Mas mesmo assim a gente pede que a comunidade não desperdice água, tenha compreensão e colabore no banho, lavar louça, lavar roupa. Imagina, se cada uma das 200 mil pessoas economizar 10 litros por dia, dá um volume considerável por mês” disse.

Para os próximos meses, historicamente abril e maio são de pouca chuva. O que torna a situação preocupante. “Nós estamos passando por um período onde as pessoas têm que fazer limpeza e higienização. O que pedimos é que não ocorram exageros ou desperdícios. A população, no geral, tem contribuído” completa o superintendente.

Nas contas da Corsan, há déficit hídrico de mais de mil milímetros. A média mensal de chuva em Passo Fundo é de 150ml. Em novembro choveu só 44ml, quando era para chover 131ml. Em dezembro, choveu 34ml e era para chover 170ml.

 

Medidas

A Corsan tem feito perfuração e montagem de poços nas pequenas cidades. Também transposições em barragens, como foi feito em Passo Fundo, no Rio Jacuí. “Aumentamos o volume de água acumulada na Barragem da Brigada, consertamos vazamentos, pesquisamos outros vazamentos invisíveis, para evitar a perda de água” enumera.

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