Prefeitura adota ações para apoio à agricultura em função da estiagem

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A Prefeitura de Passo Fundo, a partir de um grupo de trabalho liderado pela Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SMADER), acompanha a situação de estiagem que afeta toda a região. Devido à falta de chuvas e ao baixo volume de precipitação registrado desde o mês de novembro, a preocupação é com a produção econômica e o abastecimento de água das comunidades do interior.

Nesta quinta-feira (13), mais uma reunião foi promovida para a discussão do cenário e avaliação de dados coletados pelas entidades rurais e que evidenciam os impactos do clima. O prefeito, Pedro Almeida, considera que o monitoramento é fundamental para que providências sejam tomadas pelo Município quando forem demandadas. “Estamos acompanhando a estiagem e as possíveis consequências para o interior, tanto para a produção agrícola quanto para o abastecimento de água para os moradores e também para os animais. Envolvemos as entidades para estudos técnicos e os sub-prefeitos para que notifiquem qualquer situação que prejudique ainda mais as localidades”, salienta.

Conforme o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Cristiam Thans, neste momento, não há um indicativo que torne necessária a emissão de um decreto de emergência, mas a situação segue em monitoramento. "Por uma solicitação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, houve a abertura de um processo de análise de emissão de um decreto emergencial. Nos reunimos, na segunda-feira (10), com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Agrário, a Emater, a Embrapa e a Coordenadoria de Defesa Civil do Estado para avaliar em conjunto e pedimos, então, que essas entidades fizessem laudos técnicos referentes às suas atribuições. Com informações apresentadas até agora, apesar das perdas produtivas, não existem indicativos que tornem o decreto necessário em função do abastecimento de água", afirmou.

O laudo técnico levantado pela Emater aponta para danos, principalmente, na cultura do milho, que chegam a 90% nas propriedades produtoras. Como consequência, há também uma queda de 40% na produção leiteira, uma vez que a alimentação do gado foi prejudicada. Quanto à soja, a entidade apresenta um índice de perda de 20%, número que pode variar para mais ou para menos devido às fases de plantio.

Acerca do abastecimento de água, Thans pontua que a Secretaria está em contato com os sub-prefeitos dos distritos e, até agora, não há nenhuma informação sobre riscos de falta para o consumo humano. "Tivemos casos isolados de falta de água para consumo de animais. Mas, prontamente auxiliamos levando água por meio de uma carreta tanque", declara, enfatizando que a Prefeitura ainda não recebeu nenhuma solicitação social do interior, mas que a Secretaria de Cidadania e Assistência Social afirmou estar preparada para eventuais atendimentos.

O acompanhamento da estiagem e dos danos continuará sendo executado pela Prefeitura e pelas entidades. Um decreto de emergência poderá ser emitido caso as perdas ultrapassarem a capacidade de resposta do Município.

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