Instalação das passarelas na Rota do Sol reduziu número de mortes de anfíbios, segundo biólogo

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Um dos projetos que mais gerou repercussão no ano passado ainda segue criando debates sobre a sua funcionalidade. Construída no final de outubro, a travessia para anfíbios na Rota do Sol tem por objetivo reduzir o número de mortes de animais que vivem naquela região e estão ameaçados de extinção.

Nas primeiras vistorias para a construção já se observou a necessidade. Da Mata Atlântica, na planície costeira do Rio Grande do Sul, só sobrou pouco mais de 200 hectares, que compõem a região de Itati, Terra de Areia, Dom Pedrito e Três de Areia. Portanto, os animais que vivem naquela área não possuem outros locais que possam se adaptar.

Segundo o biólogo e mestre em Ecologia Animal, Adriano Souza da Cunha, proprietário da Biolaw - consultoria ambiental responsável pelos estudos para construção da via e também pelos estudos que identificaram a necessidade das travessias –, no mês de dezembro foram realizadas amostras com alguns dados preliminares e que demonstram que o número de atropelamentos caiu consideravelmente.

O especialista ainda destaca que a passarela superior ainda não está operante, pois ainda precisa ser completada com vegetação e fazer a ligação entre a passarela e as árvores do entorno. Conforme Adriano, por ora, os animais têm utilizado as travessias inferiores que também estavam incluídas no projeto. Neste ano devem ser realizados outros testes para comprovar a funcionalidade, e o instituto que realiza as pesquisas deve apresentar a porcentagem de quanto reduziu o número de mortes.

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