Abolição da escravatura: há mais de um século a luta por respeito e igualdade segue diariamente

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O dia 13 de maio é marcado pelo fim da escravidão no Brasil, nesta data em 1888 a Princesa Isabel assinou a Lei da Abolição da Escravatura. A qual proibia definitivamente que negros fossem escravizados no país. 

Desde então, diversas críticas são feitas sobre a construção desta lei, para lideranças do movimento negro, a Princesa não promoveu nenhuma medida para garantir uma sobrevivência digna aos negros e negras sequestrados no continente africano. Após a sua liberdade foram jogados nas ruas com a roupa do corpo e nada mais. Isto contribuiu com a perpetuação do racismo, afirma os representantes.

Desta forma, a data é fundamental para promover reflexões sobre as oportunidades que os negros vêm tendo ao longo dos anos, as reais condições de vida e a falta de políticas públicas para uma população tão esquecida ao longo da história.

De acordo com dados do IBGE, 54% da população brasileira é composta por negros. E os líderes do movimento negro destacam que os resquícios de um racismo estrutural fazem que a grande maioria não tenha acesso a escolas, oportunidades dignas de trabalho e respeito nas ruas.

Dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de domicílios (Pnad-Contínua), também do IBGE, mostram ainda que o trabalho desprotegido é realidade para a maioria de negros e negras. Nessas ocupações estão 48% dos negros (homens não negros são 35%) e 46% das negras (mulher não negras nesse tipo trabalho são 34%).

Segundo o advogado e líder do Movimento Negro em Brasília, Marivaldo Pereira a luta contra o racismo é constante, mas parece estar regredindo "Agora, a gente vive um momento em que o racismo é enaltecido, às vezes, me parece até valorizado". E precisamos de ações diárias para nos distanciar de atos  racistas.



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