Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!

Postado por: Dom Rodolfo Luís Weber

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            O Ritual de Batismo da Igreja Católica pergunta para quem vai ser batizado (se adulto) ou aos pais e padrinhos (se for criança) se creem em Deus Pai, em Jesus Cristo e no Espírito Santo. Somente após consciente e livremente responderem “creio”, realiza-se o batismo “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mateus 28,19). A partir daquele dia toda a trajetória de vida cristã do batizado acontecerá neste “nome”. A invocação do nome de Deus normalmente será acompanhada com o gesto ritual do “sinal da cruz” para iniciar as orações pessoais, as celebrações sacramentais, as bênçãos, etc. Terminado o Tempo Pascal a liturgia dominical nos faz refletir e rezar o mistério da Santíssima Trindade, através dos textos Provérbios 8,22-31, Salmo 8, Romanos 5,1-5 e João 16,12-15.

            O Catecismo da Igreja Católica ensina: “Os cristãos são batizados “em nome” do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não “nos nomes” deste três, pois só existe um Deus, o Pai todo-poderoso, seu Filho Único e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade (233).

“O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé, é a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na “hierarquia das verdades de fé”. “Toda a história da salvação é a história das vias e dos meios do revelar-se do Deus verdadeiro e único: Pai, Filho e Espírito Santo, o qual reconcilia e une a si aqueles que se afastam do pecado” (234).

A Trindade como o “mistério central da fé” é inacessível à pura razão humana. Somente usando os meios humanos não se consegue chegar na intimidade e na essência de Deus. É necessário que Ele se revele, isto é, se apresente e se deixe conhecer. Em toda a história da salvação a Santíssima Trindade deixou vestígios que podemos compreender pela razão humana, seja na criação, nas palavras sagradas das Escrituras, na voz dos profetas. Porém, somente com Jesus Cristo e a vinda do Espírito Santo foi-nos possível uma compreensão melhor da intimidade de Deus.

Desde o começo da Igreja muitos sábios, estudiosos e santos procuraram elaborar a teologia da Santíssima Trindade. Tiveram que criar novas palavras e a outras dar novo sentido para explicarem o mistério divino. Tudo isto exigiu um grande esforço intelectual e humildade. A limitação da linguagem humana, as limitações de compreensão e a falta de medidas são um limite para falar da Trindade, mas não uma barreira total.  Por isso, no ensinamento foram distinguindo entre a vida íntima de Deus-Trindade e as obras Dele. Por meio das obras conhecemos Deus e estas nos fazem conhecer a intimidade de Deus. Das pessoas podemos fazer a mesma analogia. A pessoa mostra-se no seu agir, e quanto melhor conhecemos uma pessoa, tanto melhor compreenderemos o seu agir.

A liturgia dominical acentua o agir da Trindade. O livro dos Provérbios fala de Deus criador que tinha na sua companhia a sabedoria. O salmista está maravilhado pela criação, principalmente por causa da criatura humana. Na carta aos Romanos São Paulo ensina que Jesus Cristo é a mediação entre os humanos e Deus Pai. Jesus é o salvador e a esperança que não decepciona. O evangelista João narra a promessa de Jesus de enviar o Espírito Santo, o Espírito da Verdade. Testemunha também a sua profunda comunhão com o Pai. “Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.

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