O ciclo virtuoso do hábito da leitura

Postado por: Janaína Portella

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Meu pai já me dizia: - Leia! Tudo que cair na tua frente, leia!

A educação, e, em especial, o hábito da leitura, desenvolve uma sociedade crítica, desenvolvida culturalmente e com melhores padrões de qualidade de vida.

O contato com a literatura não é um dever, é um direito!  Muitas crianças aos serem estimuladas ao hábito da leitura se tornam futuros leitores, mas essa não é a regra para a maioria da população, conforme dados do IBGE e IDH.

Os textos literários são instrumentos formativos e transformadores de uma sociedade, o que nos faz observar a necessidade de garantirmos que a escola seja o espaço educativo transformador para inserção da presença da leitura junto aos seus alunos, lançando-se de estratégias que façam acontecer de forma proficiente e efetiva a aproximação com a literatura.

O que estamos vendo, cada vez mais em nossa sociedade, é a superficialidade nas informações e a disseminação de fake news.  Vários são os desafios para a  aprendizagem efetiva em todas as fases da vida, onde se detecta que o fortalecimento pelo hábito da leitura enfrenta dificuldades variadas como a intensificação do uso da internet em que os internautas mais fazem uso para passar o tempo que para se apropriarem de conhecimento e/ou desenvolver o hábito da leitura digital em obras literárias; a sobrecarga laboral dos  brasileiros que precisam administrar o pouco tempo vago com o necessário descanso e cuidados pessoais e o preço caro dos livros, tornando-se por vezes artigo de luxo para aqueles que podem dispor de tempo e dinheiro para desenvolver o hábito da leitura, e, sem falar na desvalorização dos profissionais da área da educação.

O cidadão que desenvolve o vínculo com a leitura de forma cotidiana mantem um ciclo virtuoso de solidificação dos valores da educação que somente pela leitura são apropriados e tornam o pensamento livre e crítico como instrumentos de uma sociedade democrática e justa. E, para arrematar o ciclo virtuoso: nada desenvolve mais a empatia (a competência de conseguir se colocar no lugar do outro) que o hábito pela leitura, em que o leitor introspecta a informação e consegue vivenciá-la, sendo que com sua experiência e conhecimento pode refletir e buscar outras tantas mais alternativas que as até então observadas.

 

 Janaína Leite Portella

              Advogada, Professora universitária,

                                  Empresária e Vereadora
      janaina@leiteportellaadvogados.com.br

 

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