Pediatra do HSVP orienta sobre a lavagem nasal

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Técnica é recomendada para crianças com sintomas gripais ou alergias 

Nesta época do ano, devido às baixas temperaturas, gripes e resfriados são frequentes entre as crianças que também sofrem de congestão nasal. Como muitas delas não conseguem assoar o nariz sozinhas, problema que poderia ser facilmente resolvido, a rotina escolar e de lazer acaba prejudicada. Por isso, a lavagem nasal com soro fisiológico 0,9% interessa muito aos pais.

No Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo é comum os médicos esclarecerem dúvidas sobre a forma correta e os benefícios da técnica. O pediatra Marcos Vinicius Dalla Lana conta que a lavagem nasal ganhou muitos adeptos por se tratar de uma forma natural de descongestionamento. “É ótima para os pais que não aguentam mais verem seus filhos com o nariz escorrendo e com dificuldades de respirar, especialmente agora que estão circulando diversos vírus que causam aumento de secreção nasal”.

O pediatra do HSVP disse que a preocupação é maior porque estamos passando por um período de transição pós-pandemia onde, agora, as crianças começam a se contaminar com a gripe. “Neste ano tivemos uma onda forte de gripe e outros vírus que atingem as vias aéreas, com destaque para o sincicial respiratório, que é um grande causador de bronquiolite. Devemos ficar atentos, pois essa é uma doença grave e inicialmente não tem muito a ser feito a não ser a própria lavagem nasal”.

Qualquer pessoa que sofre de congestão nasal pode utilizar a técnica para alívio dos sintomas da gripe, resfriados, rinite e sinusite. Segundo o especialista, a lavagem em adultos e crianças deve ser feita ao menos duas vezes ao dia, na parte da manhã e à noite. “O nariz é a porta de entrada de muitos contaminantes, então esse método é muito bom para quem é alérgico. A limpeza nasal, rotineiramente, ajuda a retirar possíveis alérgenos e fatores que irritam ou pioram os sintomas”.

Além da desobstrução nasal, um outro benefício da lavagem é que ela ajuda a prevenir problemas respiratórios mais graves. De acordo com Dalla Lana, as secreções que ficam paradas no nariz são um meio de cultura  para bactérias. “Uma bactéria que está ali quietinha no seu nariz pode de repente ter uma grande quantidade de alimento, se reproduzir e provocar uma infecção. Assim, crianças maiores podem desenvolver uma sinusite e as menores a otite, ambas infecções tratadas com ajuda de antibiótico. Para mim está muito claro que se existe uma secreção entupindo o nariz, ela precisa ser retirada”. 

O pediatra também recomenda a lavagem nasal para tratar a tosse com catarro das crianças que, geralmente, têm crises noturnas. “O catarro que é expelido é muito menor que aquele que fica no organismo irritando a nossa mucosa, por isso a criança tosse sem parar. A piora acontece à noite por uma questão de posição, pois quando deitamos esse catarro escorre e fica incomodando nosso trato respiratório. Acredite, a lavagem tem mais efeitos que xaropes e chás para a redução da tosse”.

O Dr. Marcos Vinicius Dalla Lana explica que existem várias técnicas para execução da lavagem nasal, mas considera mais efetiva o uso de soro na seringa. “Para não machucar a criança, recomendo colocar a cabeça dela mais de lado e entrar com seringa inclinada, de preferência com a boca aberta. Já a quantidade de soro depende da idade, em bebês recém nascidos o ideal é usar sorinho em jatos ou 1 ml de soro 0,9% que pode ir aumentando com o passar do tempo de vida. Um adulto, por exemplo, usa 20 ml”.

O médico do HSVP esclarece sobre a armazenagem da solução fisiológica que, após aberta, tem validade de até 28 dias. “O soro precisa estar em bom estado de conservação, incolor e sem odores. Quem quiser utilizar a geladeira para armazenamento pode, mas para fazer a lavagem o soro precisa estar em temperatura ambiente. Não pode ser quente porque vai machucar a mucosa do nariz e nem gelado para piorar a obstrução”.


É importante salientar que somente o soro fisiológico 0,9% pode ser utilizado na limpeza nasal, sendo extremamente proibido a mistura de outros produtos como a água oxigenada. Ainda, para auxiliar os pais, as farmácias comercializam várias marcas de seringas com adaptadores na ponta que não machucam o nariz e facilitam a limpeza. Também existem alguns modelos divertidos, com temas infantis, que são bem aceitos pelas crianças.

Texto: Ana Paula Koenemann - Comunicação HSVP Passo Fundo



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