Acadêmica de Farmácia da UPF é campeã brasileira de Orientação

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De um lado, uma futura farmacêutica. Do outro, uma atleta e campeã brasileira. Assim é a vida da acadêmica Kailani Ecke Dos Santos. No segundo semestre do curso de Farmácia da UPF, ela acaba de voltar de uma viagem para a Suíça, onde representou o Brasil no Campeonato Mundial de Orientação Universitária. Mas calma, não tem nada a ver com aquela orientação para o Trabalho de Conclusão de Curso que todo mundo aqui conhece.

Orientação é um esporte em que o objetivo do atleta é percorrer uma determinada distância em terreno variado e desconhecido, passando obrigatoriamente por determinados pontos no terreno (pontos de controle) descritos em um mapa, dado a cada concorrente. Para isso, o atleta utiliza apenas o mapa e uma bússola para se orientar. E tudo tem de ser feito no menor tempo possível, para garantir uma boa colocação.

“Conheci orientação através de um professor de Educação Física que precisava de meninas para participar dos Jogos Escolares do Rio Grande do Sul, em 2014. E desde aquele ano me apaixonei pelo esporte”, lembra a estudante. Em 2015, fez sua inscrição definitiva de atleta de orientação. E até agora não parou. Hoje, Kailani é a Campeã Brasileira de Orientação 2022 e para conquistar esse título conta que precisou de muito treinamento físico e mental, além de se tornar craque em ler mapas. “É um esporte que precisa estar muito focado e com um preparo físico muito bom”, explica.

Para isso, a atleta investe em um treinamento intenso, que inclui academia três vezes por semana e corrida seis dias por semana, com folgas aos domingos. Quando não está treinando ou competindo, Kailani se dedica ao curso de Farmácia, mantendo tarde livres para estudar e aulas à noite. Finalizando o segundo semestre, ela diz que há muito tempo queria estudar essa área e, no ano passado, escolheu ingressar na Universidade. E apesar de parecerem mundos muito distantes, a acadêmica garante que há sim relação entre a Orientação e a Farmácia. “Acredito que exista sim uma relação entre eles, pois ambos querem o bem estar do corpo, e principalmente a melhoria da saúde (física e mental)”, pontua.

E depois do mundial, Kailani não deve parar de competir. Ainda em setembro, a atleta e estudante deve competir na Copa Sul, em Campo Alegre, Santa Catarina, e logo em seguida embarca para o Paraná, onde participa do Sul-Americano. “Essas duas competições são meus focos, estou treinando muito para ficar numa boa colocação”, ressalta Kailani que até o fim do ano está com a agenda cheia de outras competições.

Curiosidade
Você sabia que a prática do esporte de Orientação no Brasil começou no Rio Grande do Sul? Segundo a Confederação Brasileira de Orientação, em 1991 foi fundada a primeira entidade de prática, o Clube de Orientação de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Foi também no município gaúcho, em maio de 1992, que ocorreu a primeira competição oficial de orientação, o I Campeonato Gaúcho de Orientação, que contou com a participação de 275 atletas.

Em 2022, foi a primeira vez na história do Esporte Orientação no Brasil que uma equipe universitária participou de um campeonato mundial.
Foto: Carla Vailatti e Camila Guedes

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