Agentes comunitários de saúde realizam um trabalho fundamental para a atenção básica

Compartilhe

Os agentes comunitários de saúde desenvolvem um trabalho imprescindível na promoção da atenção básica. São eles que percorrem os bairros e mantêm uma ligação com os moradores a fim de incentivar os cuidados com a saúde e o acesso aos serviços disponibilizados pela Prefeitura.

Alex Mello é agente comunitário de saúde há 19 anos. Ele atende uma das regiões da Estratégia de Saúde da Família no Bairro Primeiro Centenário, acompanhando mais de 190 residências e 750 pessoas. “Para mim, é gratificante. Mais do que agentes de saúde, nos tornamos amigos das pessoas. Nós orientamos, estamos próximos e sabemos de tudo o que eles precisam para a saúde, como vacinas, consultas, exames, receitas e materiais para curativos”, afirma.

Na manhã desta sexta-feira (23), uma das pessoas que ele visitou foi a dona Olga, de 70 anos. Ela sofre com varizes e as dores constantes e, além disso, cuida do marido, que tem alzheimer e é acamado. Ambos vieram de Alegrete há dois anos e escolheram morar em Passo Fundo devido aos serviços de saúde. “Não tinha isso na minha cidade. Eu tinha que caminhar. Aqui é bom porque não tenho como sair de casa. Se eu precisar, tenho que chamar alguém para cuidar dele. E, com o agente de saúde, eu consigo atualizar as receitas de medicamentos e marcar exames com mais facilidade”, disse.

Ao receber a visita de Alex, ela aproveitou para listar alguns exames que necessita realizar. “Para as varizes, conversei com o médico e a cirurgia não é muito indicada para o meu caso. Eu estou tomando remédios que o doutor receitou há um mês e já noto muita diferença, principalmente, para caminhar. Agora eu preciso fazer a mamografia e o preventivo, que ele falou para eu agendar no fim de setembro”, mencionou.

As visitas dos agentes de saúde acontecem uma vez por mês em cada residência. Algumas pessoas são acompanhadas com uma frequência maior, pois precisam de atenção redobrada. “É muito importante mantermos essa proximidade e conseguirmos solucionar aquilo que as pessoas precisam. Sempre digo que vou além da minha obrigação, buscando facilitar para elas, entendendo as suas dificuldades”, contou Alex.




Capacitação

A coordenadora dos agentes comunitários, Vanessa Ilha, destaca o papel dos agentes comunitários para a saúde pública. “Esses profissionais fazem a ligação da atenção básica com os usuários. Ao realizarem visitas nas casas, que têm como objetivo a promoção da saúde, auxiliam a Secretaria Municipal de Saúde a atender os indicadores necessários para atingir metas do município e, sobretudo, fazem a diferença na vida das comunidades. Os agentes informam e convencem as pessoas, como gestantes, hipertensas e diabéticas, a acessarem serviços. Eles foram estratégicos, por exemplo, na vacinação contra a Covid-19, verificando a situação vacinal e chamando as pessoas para irem se vacinar”, salienta.

E, devido ao trabalho dos agentes ser fundamental, a Prefeitura promove a capacitação dos profissionais com o auxílio dos cursos da Atitus. Os mais de 70 agentes estão recebendo cursos para que otimizem os serviços prestados à população e contribuam ainda mais com a qualificação de indicadores locais.

Vanessa explica como ocorre esse processo. “No ano passado, os profissionais receberam alunos da Atitus para explicar como acontecem as visitas domiciliares. Em contrapartida, a Atitus está capacitando os agentes no sentido de instrumentalizar com mais conhecimento. O primeiro encontro foi com os estudantes da Medicina para entender mais sobre os indicadores de saúde. Num segundo momento, tivemos uma capacitação com o Direito, falando sobre a comunicação, relações e o Direito de Família. Outros acontecerão junto com os cursos de Psicologia, Odontologia e Medicina Veterinária, dentro do que consideramos pertinente em detrimento do trabalho que os profissionais realizam”, pontua.

A valorização dos agentes também impacta na qualidade do serviço. Os atendimentos efetuados por eles, por exemplo, vêm sendo expandidos de maneira significativa. Em janeiro de 2021, foram feitas 2 mil visitas. Em janeiro deste ano, o número dobrou e ultrapassou 4 mil. Já no mês de julho, um recorde de atendimentos foi conquistado e os agentes fizeram 7,5 mil visitas.

Para Vanessa, é necessário que, ao mesmo tempo em que os profissionais tenham um olhar sensível do Município, sejam reconhecidos pelas comunidades. “Cabe dizer às pessoas que as visitas dos agentes são de ajuda e de promoção da saúde. Por isso, é muito importante que elas os recebam em suas casas e tenham um diálogo”, considerou.



Leia Também Dezembro Laranja: exames dermatológicos gratuitos serão realizados em Passo Fundo Passo Fundo terá nesta quinta-feira Dia D de Conscientização sobre o HIV/Aids Rede de saúde de Carazinho adere à campanha do Simers Violência NÃO! Saúde em debate: médico passo-fundense realiza aperfeiçoamento no exterior