A eleição, o racismo e a participação

Postado por: Neuro Zambam

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O período que antecede as eleições costuma ser tenso porque a vida pessoal e pública dos candidatos é exposta sem qualquer escrúpulo ou cuidado. Quem disputa uma eleição sabe disso, embora o que deve ser debatido é a vida social com seus problemas e possíveis soluções apresentadas que deveriam ser possíveis de ser implementadas.

Temas periféricos também fazem parte do debate e povoam o imaginário das pessoas e dos candidatos. Às vezes propositalmente para não tratar dos problemas relevantes da população e do Estado.

O racismo, que precisa ser combatido com todos os recursos legítimos e legais, é um desses temas que podem ofuscar a reflexão sobre outros que impactam o cotidiano das pessoas e ser tratado de forma pouco relevante e, no decorrer do tempo, passar ao silêncio. O que é mais grave. Racismo significa classificar pessoas como mais importantes, inteligentes, desenvolvidas ou com outras referências segundo a cor da pele ou outros atributos em primeiro, segundo, terceiro lugar e assim por diante.

O debate sobre esse tema não pode ser pautado pelo fanatismo, política mal elaborada e ingenuidade. Na campanha eleitoral precisa ser vista como um compromisso político e uma missão do Estado com o bem-estar e a realização humana e social. A responsabilidade dos cidadãos também precisa ser explícita e contínua.

Esse é um período necessário para a maturidade da democracia e, para isso, é necessário participação. Debater, comentar, conhecer os candidatos e suas propostas é sinal de confiança e esperança no futuro e fé no povo brasileiro. Um país maduro e responsável não pode ter medo do futuro, das mudanças, da voz do seu povo e da atuação dos seus governantes.

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