Tragédia anunciada

Postado por: Dilerman Zanchet

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Escrevi, com postagem publicada neste espaço em 15 de maio deste ano, sobre os acessos à UPF e a falta de vontade política para que fossem tomadas atitudes referentes ao perigo constante que paira sobre o local. São dois trevos, pelos quais circulam mais de 20 mil veículos por dia, nos três turnos de atividades da instituição e cujos acessos são extremamente precários.

São vários os acessos: pela Polícia Rodoviária Federal, com entrada na BR 285 pela RS 153, pela rua que dá acesso à Delegacia de Polícia, pelos acessos do bairro São José e Parque Farroupilha. O DNIT fez a duplicação do trecho na rodovia a uns quatro anos, entregou a obra e até agora não concluiu. No outro lado, somente pela BR 285, utilizando a rótula em frente à Associação dos Funcionários da UPF.

Naquele texto de maio: “... Não há respeito, fiscalização, controle. É um “Deusnosacuda”. Todos os santos católicos, com certeza, recebem orações nestes horários, feitos por quem deseja atravessar a rodovia para ir à universidade.

No meu entendimento, os grandes estudiosos do trânsito local, remunerados ou não, devem ter rasgado os projetos para acessibilidade ao campus da UPF, sem conseguir rascunhar algo descente. Ou não há vontade política. Como sou dos que acreditam em quase tudo, menos em Papai Noel, prefiro a segunda opção. A da “vontade”.

Torna-se indignante saber que temos vários órgãos estatais que não cumprem suas funções, e líderes que não têm comprometimento com seus cargos, pagos pelos cofres públicos, pelo bolso do contribuinte.

Escrevi também que “Atravessar a BR 285 é praticamente um suicídio. Não tem policiamento nos locais descritos. Desde o início de março fazendo o trajeto diariamente, vi patrulhas da PRF em, no máximo, umas cinco vezes. Mas não é ela que deveria fiscalizar? Não tem efetivo? Haaa bom. Então se credite ao DNIT mais esta. Põe a culpa no governo.

A solução? Policiamento diário nos horários necessários. Fiscalização e orientação, inclusive parando o trânsito na via principal, se necessário.

Urge, também, a elaboração de um projeto estabelecendo uma ou duas elevadas modernas para os acessos. Elas darão mais mobilidade ao trânsito e segurança a motoristas e passageiros. E a terceira, se necessário for, que se coíba o trânsito de caminhões pesados nos horários referidos, de trevo a trevo. Paliativa, eu sei, mas necessária”.

Passados oito meses, e sem perspectiva para os próximos oito, os acessos continuam iguais. Iguais não. Piores. Já registrou uma morte. Um jovem. Um filho, 21 anos. Um universitário. A dor de seus pais e familiares é compreensível pelas pessoas de bom senso. Deveria ser também, pelas ditas autoridades.

Tragédia anunciada.


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