Há muito por fazer

Postado por: Dilerman Zanchet

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Chegou mais um Natal. Festas, encontros, comida, presentes, bebidas. E muita gente não tem noção do que é isso. Pois não têm chances. O repórter e colega Rodrigo Accorsi vivenciou isso, nos últimos dias, ao distribuir um pouco de alegria a muitas pessoas. Seu sentimento de repórter, de quem viu e vê os fatos cotidianos na periferia da cidade, fizeram com que escrevesse este texto e me permitisse publicá-lo aqui.

Repito: O texto é do Accorsi. Mas o sentimento deveria ser de todos:



Ainda Há Muito a Evoluir

Quando chega o final do ano, especialmente quando nos aproximamos do Natal, nossos corações ficam mais sensíveis. Especialmente porque sabemos que muitas crianças não vão ganhar nada de presente simplesmente porque as famílias não têm condições de comprar os brinquedos. Falta dinheiro até para comprar alimentos, quem dirá para comprar brinquedos. Pegue o seu carro e dê uma volta pelos bairros mais carentes da cidade.

Ipiranga, Jaboticabal, Professor Schissler, Záchia, Donária, Valinho e muitos outros. Saia em uma tarde de sábado ou domingo, passe por algumas das ruas desses bairros e analise a situação das famílias que ali vivem. Casebres, muitas vezes com um pedaço de compensado servindo de parede e sem vidros. Os brinquedos são pedras e alguns pedaços de madeira com que as crianças têm que improvisar para que possam viver a infância como ela é para ser vivida, de brincadeiras.

Não há um eletrodoméstico, em muitos dos casos também, porque sequer há energia elétrica. Quando acontece de ter um aparelho, é um televisor velho, para que a família possa ter algum tipo de entretenimento e 'alegria'. A tristeza é muito grande. E a grande maioria das pessoas, que reside no Centro ou em bairros mais estruturados não sabe a realidade dos bairros carentes.


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