Fácil governar sem oposição

Postado por: João Altair da Silva

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Para ter direito ao PIS integral no valor de um salário mínimo não poderá mais ter trabalhado apenas um mês no ano base, terá que ter trabalho pelo menos seis meses e o valor poderá não ser mais integral, será proporcional ao tempo trabalhado. Para pedir o seguro desemprego pela primeira vez não poderá mais estar desempregado há apenas seis meses, terá que estar sem trabalho há pelo menos 18 meses. Para receber pensão por morte terá que comprovar no mínimo 24 meses de convivência marital, até então a regra não exigia prazo mínimo. 
Imaginou se o PT estivesse na oposição? O país estaria em polvorosa. O foguetório do ano novo teria sido mais intenso. Foi o maior corte em programas sociais já visto nos últimos tempos. A presidente Dilma Roussef discursou três dias depois em sua posse dizendo que seu governo jamais mexeria nos programais sociais. Oposição silenciada. Parece não ter percebido nada. Ela não existe. Não sabe fazer oposição. Quem sabe se opor é só o PT. Talvez tivesse se dado conta se as medidas fossem tomadas antes da eleição. Seria fatal. Medidas antipopulares derrubariam a candidata vitoriosa. 
Melhor assim. É preciso mesmo acabar com a farra do seguro desemprego. Não é possível num país que chegou no pleno emprego, o governo estar pagando cada vez mais por esse benefício social. A matemática não fecha. Igualmente, é um absurdo o contribuinte pagar um abono inteiro de um salário mínimo para quem trabalhou apenas um mês, dois anos atrás, ano base para receber o benefício. E as mocinhas que casavam com os velhinhos na agonia da morte, com a certeza de que eles definhariam no outro dia e elas ficariam com a pensão vitalícia, agora terão que dormir com eles pelos umas 700 noites. 
E como o governo gosta de fazer caridade com o chapéu alheio repassou o custo do auxílio doença para as empresas. Antes elas sustentavam os funcionários doentes por 15 dias, agora terão que pagar a conta durante 30 dias. Um absurdo, quem tem de cuidar da saúde dos doentes é o Estado. É dever dele. 
Mas, como não existe oposição política e nem empresarial, parece estar tudo certo.

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