A França e sua ousadia, também suas mazelas

Postado por: Neuro Zambam

Compartilhe

O mundo amanheceu estarrecido com o atentado ao jornal Charlie Hobdo em Paris. Logo após o mesmo foi assumido pelo grupo EI. As reações foram as mais variadas, apoio, silêncio, medo, mais violência e, para concluir, uma manifestação gigantesca de quase Quatro milhões de pessoas com a presença dos líderes mais poderosos do mundo.

Tanto poder pode dar conta de atitudes tão dramáticas. Mais do que entender o terrorismo, que não é novidade no mundo, mas que assume contornos próprios da nossa época.

A França, um dos berços da democracia, de uma das revoluções mais importantes da história da humanidade, na atualidade, e, até poucos dias, dono de um ambiente acolhedor, equilibrado e tolerante está envolto no controle de pessoas, classificação em ordem de importância e desafiada a responder a esse ataque. Com que armas?

Assusta quando se divulga que uma das respostas é o controle absoluto das fronteiras (especialmente dos migrantes vindos das ex-colônias e outros países mais pobres, e o controle das informações via internet). Como disse um comentarista: “E houve limite por ocasião da ocupação”?

A humanidade migrou desde tempos remotos, essa é sua característica, assim se formam novos valores, evolui o comportamento, superam-se deficiências, os produtos se tornam conhecidos, famílias são formadas, profissões são conhecidas e ambientes são modificados. Ser contra é infantilidade.

A democracia é reconhecida universalmente como o melhor sistema de organização social. A participação e a liberdade de expressão são suas marcas evidentes e irrenunciáveis.

A liberdade de imprensa é uma das manifestações da maturidade da democracia. As ditaduras a atacam sempre.

Entretanto, o mau uso da liberdade leva ao desrespeito, a exclusão, ao preconceito e outras ações dessa natureza. Isso é o que se viu. Mas como lidar com estas pessoas sem esta tradição de expressão livre do pensamento? E aqueles que não aceitam a crítica? E aqueles que precisam ser criticados? Sabe-se que nem tudo pode ser tolerado e mantido a qualquer custo. Na base da violência e da exclusão, especialmente cultural, está a tendência de classificação de pessoas desde a primeira classe até quantas forem possível.

O episódio da França não é amador e a solução também não pode ser amadora.
A integração dos povos com suas culturas é um dos maiores desafios da nossa época. Certo é que isso não se fará com violência. Poderá vir da França a solução? O tempo dirá.


Leia Também Contenção de despesas em todas as classes Jaquetas femininas e masculinas inverno 2017 Juiz considera ilegal a cobrança da taxa de saúde suplementar Psicologia Jurídica