O pacote de combate à corrupção do governo

Postado por: João Altair da Silva

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O  Executivo Federal propor um pacote de medidas de combate a corrupção, na condição de réu do povo brasileiro, depois do movimento de 15 de março, soa muito  estranho.  Não conseguiu prevenir a instalação do maior esquema de corrupção  da história do país e agora apresenta alternativas de combate.  Não é de estranhar que as medidas fazem lembrar o dito popular,  “chover no molhado”.  Um conjunto de engodo para ludibriar a inocente opinião pública, como se essas regras não existissem.  O que foi anunciado já é executado no Brasil e nem por isso o país tem conseguido aliviar o problema da corrupção.

A primeira medida é a CRIMINALIZAÇÃO DA PRÁTICA DE CAIXA 2.  Engraçado, já tivemos até a deposição de um presidente da República por essa prática. Collor usava dinheiro do caixa dois para pagar as contas pessoais, foi criminalizado e caçado.

Segunda medida, APLICAR A LEI DA FICHA LIMPA PARA CARGOS DE CONFIANÇA.  A lei da ficha limpa não discrimina quem vive do público ou do privado, seria inconstitucional. São incontáveis os ocupantes de cargos de confiança que estão inelegíveis ou até foram presos pela lei da ficha limpa. Em Passo Fundo mesmo, um secretário municipal do governo passado não conseguiu concorrer a vereador, penalizado pela lei da ficha limpa.

Outra das principais medidas anunciadas é o confisco de bens de servidores públicos que não conseguirem comprovar capacidade financeira de aquisição.   Há poucos dias a Justiça mandou sequestrar apartamentos do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, no Rio de Janeiro.  Apenas para citar um exemplo de como já era  possível confiscar bens de servidor improbo.

Inteligente, e se aproveitando da inocência do povo brasileiro, o governo federal ilude a opinião pública que passa a acreditar nas “medidas” inócuas.  Não acrescenta praticamente nada.  Quem deveria propor as regras é o povo brasileiro organizado,  o Tribunal de Contas, o Ministério Público, a Polícia Federal, em fim uma instituição que ainda desfrute de alguma credibilidade.


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