As abolições do século XX

Postado por: Neuro Zambam

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No mês de maio passado o país recordou a assinatura da Lei Áurea que marcou oficialmente o fim da escravidão no Brasil. Esse gesto isolado não resolveu o problema da discriminação, do preconceito e de muitas outras formas de classificar as pessoas. 
O valor de uma pessoa pode ser avaliado, também, pela participação e integração social e pelo acesso aos direitos fundamentais, dos quais se destaca a educação como uma dimensão privilegiada da qualidade de vida e do equilíbrio de uma sociedade.
A inclusão, nas últimas décadas, da totalidade das crianças em idade escolar no sistema de ensino representa uma das maiores conquistas do Brasil em toda a sua história. Esse é um sinal claro da sua maturidade democrática. O dever cívico e cidadão, agora, é contruir as condições necessárias para a qualidade do ensino e a formação dos valores que identificam e orgulham uma nação.
A valorização dos profissionais, especificamente os professores com uma sólida formação acadêmica e adequada remuneração, o investimento em estruturas físicas atualizadas, o acesso aos melhores recursos tecnológicos e as condições de interação com o mundo representam opções políticas que contribuem eficazmente para um país mais sério, seguro e preocupado com o equilíbrio social e a realização humana do seu povo.
Existem, ainda, inúmeros desafios que precisam de ações políticas e opções humanas sintonizadas com decisões administrativas eficientes.
O empenho com a erradicação total do analfabetismo, especialmente entre adultos com mais de 30 anos, quando efetivado, representará a atualização da libertação dos escravos ocorrida a séculos. 
Problemas dessa natureza não podem conviver com  intituições bem avaliadas como as que atuam em Passo Fundo e na região. A existência de um contingente expressivo de analfabetos retrata um contexto sedento de atuação dos nossos líderes e profissionais com metas mais claras e ações de longo prazo.
O tempo da política, normalmente restrito ao mandato de quatro anos, quando aplicado com a mesma proporção às políticas educacionais denuncia o amadorismo político e a falta de sensibilidade com as pessoas.
A necessidade de investimentos na infraestrutura nacional encontra na educação o seu compromisso mais urgente. O futuro democrático, equilibrado e justo depende da qualidade desses investiemntos e do aprimoramento dos macanismos de participação e exercíco da cidadania.
Não escravizar novamente o nosso povo é ter como responsabilidade bem educá-lo.

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