O Deputado, o Legal e o Moral

Postado por: Dilerman Zanchet

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Entender que uma pessoa eleita com mais de 40 mil votos possa estar com problemas de saúde e afastar-se de suas funções para tratamento médico é simples. Faz parte do cotidiano. Prefeitos, governadores, senadores, até presidente da República correm este risco. Um deputado, inclusive. É um ato legal e moral. O que está acontecendo no Rio Grande, no entanto, é mais uma jogada política e cheira a falcatrua. Engolir isso, como cidadão, é difícil.

Entender que um deputado pede afastamento para tratar sua saúde e demite todo o seu staff e, pasmem, são mais de 20 pessoas – eu disse mais de vinte, é aterrador. Pode ser legal, mas no meu entender, completamente imoral.

Até onde a legalidade e a moralidade vão andar tão distantes neste país?

No caso específico do deputado eleito recentemente, e que, de Passo Fundo, levou mais de 400 votos daqui. Deve ter vindo a Passo Fundo uma ou duas vezes. Nem como atacante gremista chegou a conhecer nossa cidade. Porém, com um grupo de amigos ou algo do gênero, obteve mais de 40 mil votos. Ajudou Darlei, o deputado gremista, a obter uma vaga na Câmara Federal. E combinaram alguma coisa relativa a contratar uma parte do grupo que dirigia o partido no Rio Grande do Sul. Algo assim: “- Você emprega alguns na Assembleia e eu levo outros para Brasília”. Trato feito e que durou apenas três meses. Jardel não aguentou o tranco e largou tudo. Quero dizer, deixou largado. Abandonou. Correu das explicações em nome de um tratamento de saúde. Seria só ele a necessitar disso? Aqueles que o elegeram não precisam ser avaliados psicologicamente?

É legal, repito, Jardel ter sido eleito, ter formado um gabinete empregando quem quer que fosse – nem que neste caso fossem quase todos integrantes do diretório do partido, ter obtido um atestado médico e ter demitido todos, ou quase.

Porém, isso é mais um ato imoral. De quem não está preocupado com a política na sua acepção. De quem está no cargo para utilizá-lo de forma pessoal. De quem se apropria da ingenuidade das pessoas que lhe elegeram para formar, com outros, grupelhos que sujam, cada vez mais, o termo Politica, que deveria servir para a comunidade, para a coletividade, para o bem comum.

Infelizmente é assim!




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