O assessor que faz manifestação em horário de expediente

Postado por: Dilerman Zanchet

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Com o atual sistema político vigente, favor sempre é favor e deve ser pago como favor. 
Fazer campanha política para este ou aquele, independente do tamanho do poder, seja municipal, estadual ou federal e, em qualquer esfera, significa que você terá a seu favor um “carguinho”, de acordo com o empenho na atividade. Em Passo Fundo não é diferente.
Fazer campanha política no Brasil atual significa realmente uma “tetinha” para mamar.
E é o que a grande maioria (só para não generalizar) está habituada ou habituando a fazer. Isso quer dizer que foram-se às cucuias a fidelidade à causa, as ideologias, os motivos relevantes de se fazer política. Tanto é verdade que a classe com menor credibilidade no país é a de políticos. Claro que há exceções.
Na quarta-feira, um assessor de vereador de Passo Fundo foi flagrado pelas câmaras de uma emissora de tevê, em Porto Alegre, participando de uma manifestação. O ato não teria repercussão se o assessor, pago com dinheiro público, estivesse fora de sua área de trabalho (a Câmara de Vereadores), em um dia de expediente e em horário de expediente. Isso é verdade.
A Câmara de Vereadores há alguns anos, demitiu (através de uma ação do Presidente), um assessor de vereador que fazia manifestação pública na UPF. O então presidente da casa tomou para si a responsabilidade e determinou sua exoneração. O exemplo, a meu ver, deveria ser seguido. É a minha opinião. Quem for contrário, tem o direito de se manifestar. 
O fato é que o referido é cargo de confiança de um vereador e, como tal, recebe seus vencimentos dos cofres públicos, engordados mensalmente com impostos dos contribuintes.  
Algumas perguntas: 
- O que fazia na Capital este "assessor", em horário de expediente, durante um protesto?
- Viajou para trabalho ou para o protesto?
- O poder público pagará diárias para quem se desloca a outras cidades para protestar contra isso ou aquilo?
- A viagem teve a conivência de seu empregador?
- Pediu dispensa do dia em que se afastou ou receberá integralmente no final do mês?
Outro fato: o referido assessor tem como profissão (sic) promover ou participar de atos como o em que foi flagrado.
A expectativa da comunidade é que, para o bem do serviço público, o vereador responsável pelo assessor e a mesa diretora da Câmara tomem providências em relação a este fato. E que a população passo-fundense seja informada das ações, para entender que seu voto e seu dinheiro são bem aplicados quando pagam os impostos.

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