Terceirização: não importa quem será o meu patrão

Postado por: João Altair da Silva

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Nós trabalhadores mortais ficamos zonzos em meio a cruzada de informações sobre o projeto das  terceirizações.  É o primeiro conflito de classe que vejo na vida onde os próprios sindicatos de trabalhadores se dividem.  Por isso que ficamos confusos.  Quem está certo? A CUT diz que o projeto precariza os direitos dos trabalhadores e a Central Sindical sustenta que o projeto é bom!  E daí?  Quem tem razão?   A mim, particularmente, não importa quem será o meu patrão, desde que me paguem meu salário, depositem meu FGTS, me assegurem férias e os demais direitos previstos.  Nossa atividade fim é produzir e gerar informação no rádio.  Estar com a carteira assinada pela Rádio Planalto ou por uma empresa de locução,  tanto faz.

 Fora disso, não acredito que o projeto se torne lei. A aprovação na Câmara foi apertada. Tem uma barreira forte no Senado. Se for aprovado, a Presidente Dilma Roussef que já se posicionou contra, por certo vai vetá-lo. Voltando para o Congresso, para derrubar o veto não dependerá mais de maioria  simples, precisará de mais votos. A aprovação já foi apertada, cerca de 30 votos. Dificilmente,  o Congresso terá força para derrubar um veto desse para que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, possa promulgá-lo.


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