Futebol: não existe rivalidade sem respeito e educação

Postado por: Luiz Carlos Carvalho

Compartilhe
Olá, amigos internautas!

As cenas lamentáveis do jogo entre Boca Juniors e River Plate se espalharam pelo mundo e lançaram diversas discussões sobre o limite de uma rivalidade. Ao invés de ser uma disputa saudável dentro de campo, se tornou uma verdadeira guerra, o que não serve de referência para o futebol.

Lamentável que a Argentina ainda tenha protagonizar tais episódios. Não tem nada a ver com a força de um país bicampeão mundial e com clubes altamente vencedores.  O que aconteceu em La Bombonera superou as raias do esporte, ingressando no campo da criminalidade. Lamentável que crianças que são incentivadas a comparecer aos espetáculos tenham que acompanhar tais cenas, muitas vezes sendo encaminhadas para uma ideia de que o adversário é um inimigo. Não é. Infelizmente, não se consegue uma condição de respeito, mesmo com a adoção da torcida única.

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) nunca soube punir exemplarmente os excessos e é chegado o momento. Não se pode admitir que em pleno jogo, um atleta parta para cobrar um escanteio e tenha de ser protegido por escudos de policiais.  Não é assim que o futebol precisa ser tratado.   O Boca Juniors precisa vencer os seus jogos como conseguiu ao longo da história e vem conseguindo ao longo do ano, com a qualidade de seus atletas. Nesse capítulo, o River Plate precisa ser inocentado. Entretanto, deverá contra-atacar quando as equipes voltarem a se enfrentar no seu estádio, o Monumental de Nuñes.

Dizia exemplarmente um jornal italiano nos anos 80: "se o futebol é para matar, que morra o futebol!".  A educação na Argentina é exemplar.  É maravilhoso conversar com as crianças e perceber o seu grau de disciplina. Não condiz com o futebol, especialmente desse clássico recente. Mas, que seja considerado não apenas um fato isolado, mas um divisor de águas, a fim de mudar, para melhor.  Brasil e Argentina perderam muito terreno nos últimos anos e precisam rever alguns conceitos, como os limites. Não existe rivalidade sem respeito e educação.

Sou admirador do clássico Gre-Nal. São dois clubes rivais e ao mesmo tempo não são inimigos. Muito longe disso, apenas adversários, tanto que conseguiram efetivar o projeto da torcida mista, com torcedores dos dois clubes sentados lado a lado. As ações delituosas, com destruição de cadeiras, são fatos ainda a serem corrigidos, com pessoas despreparadas para comparecer a um futebol de futebol, as quais precisam ser identificadas e punidas exemplarmente.  Mas, colorados e gremistas sabem conviver e são exemplo de uma rivalidade sadia.

Até a próxima. Sejam felizes, vocês merecem!

Leia Também O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito Transporte coletivo entre boatos e incertezas