Mobilizações apontam para novo perfil da população

Postado por: Dilerman Zanchet

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Foto: Planalto News   Foto: Planalto News 

Empresários, cidadãos comuns, jovens, famílias e crianças se unem em torno de uma causa comum 

Há até alguns anos, as mobilizações que ocorriam em áreas urbanas, muitas vezes desviavam o foco do objetivo principal para reproduzirem insatisfações político-ideológicas, geralmente vestindo bandeiras da esquerda.

Depois das eleições de 30 de outubro, observamos outro tipo de insatisfação, que analisadas à luz da matemática, indicam o descontentamento pelo resultado das urnas e, não fosse especificamente isso - a forma com que esse resultado foi enfiado “goela abaixo” na população.

Entenda: 50% dos eleitores brasileiros não votaram no futuro presidente. Pelo menos esse percentual. Soma-se os votos de Bolsonaro com nulos e a abstenção e esses superam, em muito, os votos feitos pelo eleito Luiz Inácio. O que significa que ele governará para a maioria dos votos válidos, mas não pela maioria dos eleitores e não eleitores.

A conclusão mais óbvia para esses movimentos que surgem, nas cores verde e amarelo, e onde se vê a participação de jovens, adultos, idosos e crianças, não é pelo simples resultado da eleição. É pela forma com a qual foi conduzida.

O descontentamento vai além do bip da urna. Vai para a maneira ditatorial e autoritária de como todo o processo foi conduzido. E se assim continuarmos, de braços cruzados, seremos tachados de covardes e coniventes.

Porém, é bom que se reitere constantemente que toda e qualquer mobilização é válida, desde que se respeite o Estado de Direito. Não àquele que alguns de toga tentam impor. Mas o que está escrito na Constituição Federal. Não respeitando e acatando esse, tudo vira baderna. E baderna e arruaça é o que menos esperamos e precisamos.

Se você conseguiu ler o artigo até aqui, ainda há o risco desse ser banido pelas forças que mandam no país atualmente. Há o risco de o todo-poderoso ministro do terceiro poder retirar do ar. Há o risco de as minhas redes sociais serem canceladas e, por que não dizer, de ser mandado prender o autor.

Até o próximo.


Autor: Dilerman Zanchet – Radialista e Jornalista (DRT 360/03-18)


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