Quais os caminhos da Direita e da Esquerda?

Postado por: Dilerman Zanchet

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De que forma os ideologicamente conceituados como Direita ou Esquerda vão se comportar nos próximos quatro anos, quando um governo essencialmente dito "socialista" estiver no poder no Brasil?

 

Vivemos em tempos bicudos, quando se trata de política. Aliás, a política está em todos os setores do dia a dia desse país. O verde e amarelo que muitos entendem, agora tratar-se de um jogo ideológico, na verdade é o resgate do patriotismo que, talvez nunca tenha sido tão expressivo em se tratando dos rumos dessa Nação. Tem até deputado federal tentando criar lei para que as cores da bandeira não sejam mais usadas por todos.

Nosso Brasil está dividido entre Direita e Esquerda. Os que ficam entre ambos os lados, chamadas de "em cima do muro", não opinam, engolem até desaforos, desse ou daquele. E aceitam a submissão de serem tachados disso e daquilo.

A Direita, que há tempos estava enterrada, sepultada pelos movimentos que sucederam 64, ressurgiu das cinzas como uma fênix com o governo que se acaba. E ressurge forte, com pessoas abnegadas, grande parte de empresários ou pessoas da livre iniciativa que querem o Brasil fora do socialismo, excluindo aqueles que fizeram da Carta de São Paulo uma constituição paralela e que, inclusive, a grande maioria dos esquerdistas sequer sabe o primeiro parágrafo, muito embora exaltem seus líderes, esquecendo que Fidel, Chavez, recentemente Maduro e outros que lideraram as revoluções social-comunistas em seus países, fizeram parte ou foram exemplos que Lula, Gleisi, Pimenta, Haddad, Chico Buarque, entre outros algozes do neo-liberalismo ou da política de sustentabilidade econômica são afetos e idolatrados por aqui. Esqueceram inclusive do Código Penal.

Ao longo dos anos 1990, liderados por Fidel Castro e Lula, os partidos considerados de esquerda, ou social-comunistas, buscaram resistir às políticas ortodoxas do modelo neoliberal e estabeleceram interlocuções importantes junto aos movimentos sociais, sindicais e populares, no bojo das campanhas contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e de construção do Fórum Social Mundial. Entre o final dessa década e meados dos anos 2000, diversos desses partidos chegaram pela primeira vez aos governos nacionais de seus países por meio de uma série de vitórias eleitorais históricas, às vezes suspeitas. Foi o caso de Lula, que na sua terceira tentativa, logrou êxito e elegeu-se Presidente da República em 2002.

Países como Argentina, com 12 partidos de esquerda, Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Barbados, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Haití, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai, Trinidad & Tobago e outros de menos expressão, tiveram partidos representantes no tal Fórum.

E o que deu em resultados práticos?

A evolução do crime contra as pessoas, o aumento descontrolado do narcotráfico, grupos de criminosos e foras-da-lei em penitenciárias, mandando mais que os secretários de segurança ou a polícia, invasões de prédios, de terras produtivas,  indígenas de grandes aldeias do Pará e Amazonas alugando as terras a eles concedidas para a extração de pedras preciosas e madeira de forma ilegais, quando os grandes caciques ainda são protegidos por alguns "ambientalistas", etc. Ou seja, aquilo que o socialismo prega chamando generosamente de igualdade social.

A ideologização da educação, há mais de 30 anos, também fez parte desse contexto no país. Alguns centros de estudo simplesmente rasgaram os livros de história para ensinar aquilo que lhes convém, com cartilhas denominantemente ideologizadas pela esquerda.

À Direita, que com o governo que ora finda no país, parece estar se reestruturando. Alguns mais afoitos utilizam-se, inclusive, de subterfúgios às vezes abomináveis. É que não sabem até onde têm poder. Um exemplo simples é o de que, se o transporte rodoviário se mobilizar em toda a sua estrutura, paralisa o país e deixa todos à mercê de nada. Porém, o medo de perder as voltas do próprio umbigo não permitem ações mais concretas e eficazes.

Para onde vai o Brasil nos próximos quatro anos, é uma incógnita. O certo é que teremos mais uma vez uma avalanche de CCs do Governo nos estados e municípios de maior porte, onde houver um departamento federal, inchando a máquina pública e fazendo valer os gritos até 2027 ecoados aos quatro cantos.

Enquanto isso, economicamente as previsões não são das melhores em se tratando do cumprimento da lei. Lei essa que o próprio STF trata de fazer valer conforme agrada aos seus czares. Eles não vão ao supermercado ou ao posto de combustíveis. Sequer conhecem um pé de soja.


Autor: Dilerman Zanchet – Radialista e Jornalista (DRT 360/03-18)


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