'A comunidade não vai aceitar': os planos do governo Lula de encerrar programa de escolas cívico-militares

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(Marcos Corrêa/PR/Flickr)   (Marcos Corrêa/PR/Flickr) 

Em reportagem a BBC News, líderes e membros da equipe de transição do Lula (PT) afirmaram que o programa de escolas cívico-militares deverá ser desativado na nova gestão. “A tendência é que o programa seja encerrado”, disse à BBC News o líder do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes. 

A BBC, O pesquisador e professor da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, membro da equipe de transição, disse: “Eu considero que a escola cívico-militar é um equívoco que tem que ser revisto. É preciso um processo de transição para rever práticas pedagógicas adotadas pelas escolas que aderiram ao programa”.

Principal promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) na área da educação, o programa de escolas cívico-militares pode estar com seus dias contados. 

A sinalização, porém, deverá causar reações entre os que defendem o modelo federal já implementado em dezenas de cidades em todo o Brasil. Entidades e gestores a favor das escolas cívico-militares afirmam que parte delas deverá manter o modelo mesmo se o novo governo federal encerrar o programa.

"A comunidade não vai aceitar", disse à BBC News Brasil a diretora da Escola Estadual Cívico-Militar Tancredo de Almeida Neves, Valéria Ramirez Daniel, de Foz do Iguaçu (PR).

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militar (Pecim) foi lançado em setembro de 2019, no primeiro ano do governo do presidente Bolsonaro. Ex-capitão do Exército, Bolsonaro defendeu o ensino militar ao longo de toda sua trajetória política e, durante a campanha presidencial de 2018, prometeu implementar escolas cívico-militares em todo o Brasil.

Fonte: BBC News Brasil

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