No Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas, celebrado em 30 de julho, a atenção global se volta para uma das atividades criminosas mais lucrativas e devastadoras do mundo. O tráfico humano, ao lado do tráfico de drogas e de armas, movimenta cerca de 150 bilhões de dólares por ano, perpetuando um ciclo de exploração e sofrimento.
As principais finalidades do tráfico de pessoas incluem exploração sexual, trabalho escravo e tráfico de órgãos. Estes crimes afetam desproporcionalmente os mais vulneráveis, com crianças e adolescentes representando uma proporção significativa das vítimas. Estatísticas globais indicam que uma em cada três vítimas de tráfico de pessoas é uma criança, sendo as meninas as mais afetadas.
Tráfico Humano no Brasil
No contexto brasileiro, o tráfico humano é uma realidade alarmante. Embora não haja uma estimativa exata do faturamento específico no país, o Brasil é reconhecido como um grande fornecedor e receptor no mercado de tráfico de pessoas. A exploração sexual e o trabalho escravo são as formas mais comuns de tráfico humano no país, contribuindo significativamente para o faturamento global desta atividade criminosa.
Entre 2017 e 2020, dados do Ministério da Justiça revelam que 75% das vítimas identificadas no Brasil eram mulheres. As regiões Norte e Nordeste são as mais atingidas devido às condições socioeconômicas vulneráveis, com estados como Pará, Amazonas e Maranhão sendo focos de aliciamento.
A Polícia Federal tem como uma de suas principais atribuições no campo dos Direitos Humanos a prevenção e repressão ao Tráfico de Pessoas.
Desde 2021, a PF instaurou 325 inquéritos, a maioria relacionada ao tráfico para exploração sexual e trabalho escravo. Nesse período, foram identificados mais de 120 autores envolvidos no Tráfico de Pessoas.
Somente nas operações realizadas este ano, 81 vítimas de diversas nacionalidades foram resgatadas.