Grupo Planalto de comunicação

Em defesa dos campeonatos estaduais

Saudação à grande plateia internauta!

Costumeiramente, acompanhamos os debates por todos os lugares sobre a viabilidade ou não de realização dos campeonatos de futebol dos estados. O mais comum nas capitais é se levantar a bandeira do encerramento das competições ou, ou pelo menos, da redução do período de disputa.
Como estou em uma cidade que possui dois clubes, com torcidas apaixonadas, e conheço a realidade de todo o interior, onde se pratica o futebol, não poderia ser favorável ao fim das disputas. E são várias as razões, as quais poderei elencar.
Evidentemente que Grêmio e Internacional possuem grandes competições para disputar, como a Copa do Brasil, a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. Certas, mesmo, no currículo anual aparece apenas a terceira. As anteriores dependem do rendimento técnico.
É muito fácil encontrar inúmeros defeitos nas disputas do Gauchão. O que não se pode negar é que a maior parte dos associados da dupla Gre-Nal está no interior, com torcedores que pagam mensalidades todos os meses. E nem sempre vão aos jogos em Porto Alegre. Quando vê suas equipes nas cidades onde residem, o público sente-se valorizado. Por mais que não digam abertamente, os dois clubes sonham com o título gaúcho, que acaba por ser o único em inúmeras oportunidades.
Agremiações como o Passo Fundo – o Gaúcho ainda não, por não estar na Divisão Especial -, recebem uma excelente compensação financeira por parte da Federação Gaúcha de Futebol. A entidade bem compreende a importância de se alavancar o esporte longe da capital. O que é preciso é também ocorrer um investimento na parte técnica, com a presença de clubes em uma Série B nacional. Hoje, estamos bem atrás de Santa Catarina. Há que se cobrar, de fato, uma presença mais atuante dos clubes, ao invés de alguns que jogam por apenas alguns meses. O calendário há de se tornar mais atrativo. Para isso, não adianta existir um Gauchão com curta duração. Uma fase classificatória maior, com os grandes entrando na fase decisiva, pode ser uma alternativa.
Não há como imaginar cidades como Passo Fundo, Erechim, Santa Maria, Caxias do Sul, Vacaria, Lajeado, Ijuí, Bagé, Santa Cruz do Sul e Pelotas, por exemplo, sem uma competição. Em todos os lugares existem torcidas apaixonadas, que contam os dias para o início dos estaduais. São comunidades que precisam ser prestigiadas.
A fórmula de 2013 está longe de ser a ideal. Não se admite uma disputa em que a imensa maioria fica um mês sem jogar, entre um turno e outro. São muitos custos e os clubes acabam ficando sem receita. De outra parte, o valor do ingresso precisa ser colocado em discussão. Conforme os jogos, ele acaba se tornando alto. Mas, porque não oferecer uma contrapartida para o público, além do acesso ao estádio? O Corinthians, no certame paulista, propõe vantagens na milhagem, por exemplo. Aqui bem do lado, em Santa Catarina, os estádios recebem médias de 3500 torcedores por jogo.
Vamos mudar o sistema, mas não vamos deixar de valorizar o nosso campeonato. Se o povo gaúcho ama sua terra, suas tradições e o seu hino, porque não tratar da mesma maneira o seu campeonato? A discussão está lançada e não pode ficar restrita a quem não tem o menor compromisso com as cidades do interior.
Até a próxima. Sejam felizes, vocês merecem!
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